Confesso que tinha planejado escrever mais posts nesse final de ano. Foi um ano muito especial para mim e queria fazer um fechamento escrito legal. Talvez tenha faltado inspiração (não gosto de reclamar de falta de tempo...) em meio a tantas mensagens - bonitas, batidas, chatas, longas, tocantes... - que recebemos.
Volto logo na primeira semana de 2010.
Um ano com muita sorte para todos nós!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Top 10 - Confrontos
Continuando a série de listas da (nossa) década, chegou a hora dos confrontos (a do Ronalt já está lá). A de filmes, já discuti aqui. O Ronalt e o PJ também fizeram suas listas de músicas, respectivamente, aqui e aqui. Agora, confrontos.
Sim, eu sei. O conceito é polêmico, ambíguo. Tudo bem! Cada um pode ter o seu critério: importância histórica, imprevisibilidade do resultado, tensão,... Não sei se eu consigo enunciar o meu critério; provavelmente seria só a racionalização dos 10 confrontos que vieram à minha mente... Priorizei futebol e tênis, por motivos óbvios. Coloquei um de volei e um de futebol americano. Lá vão:
1. SÃO PAULO 1 X 0 LIVERPOOL, 18/12/2005: São Paulo tri mundial, na melhor partida de um goleiro da história (depois daquela falta do Gerard, nenhuma outra bola pode ser considerada 'indefensável'), impedimentos milimetricamente bem marcados e Chuck 'Mineiro' Norris...
2. BRASIL 2 X 0 ALEMANHA, 30/06/2002: Brasil penta mundial, com o Gordo metendo 2 golaços, na recuperação física mais incrível que já pudemos presenciar. A narração do Silvério no segundo gol arrepia até hoje.
3. NADAL 3 X 2 FEDERER, WIMBLEDON, 07/07/2008: Num dia difícil da minha vida, o melhor jogador de tênis da história perdeu na grama para o espanhol pela primeira vez, em um jogo que durou o dia inteiro...
4. FEDERER 3 X 1 RODDICK, WIMBLEDON, 06/07/2009: O melhor do mundo ratifica seu domínio, conquistando o 15º Grand Slam.
5. BRASIL 2 X 3 RÚSSIA, 26/08/2004: a seleção feminina do Brasil ganhava o 4º quarto por 24 a 19 e permitiu a virada, sendo tachada de 'amarelona' até os Jogos Olímpicos seguintes.
6. FRANÇA 1 X 0 BRASIL, 01/07/2006: na casa dos Pascales, confirmávamos a patética atuação do Brasil e seus baladeiros. O Roberto Carlos será para sempre lembrado por aquela 'arrumada de meia'.
7. GRÊMIO 1 X 1 CORINTHIANS, 02/12/2007: a 2ª comemoração de título do ano. A queda do time da Marginal me causou tanta felicidade quanto o título do meu São Paulo, algumas rodadas antes.
8. VITÓRIA 4 X 3 PALMEIRAS, 17/11/2002: Ah, Palmeiras... O ex-time grande de São Paulo também conheceu a Segundona...
9. NÁUTICO 0 X 1 GRÊMIO, 26/11/2005: na Batalha dos Aflitos, o Grêmio, com vários a menos, se safou de um penalti e ainda fez um gol no contra-ataque, conseguindo a volta à primeira divisão.
10. NEW ENGLAND PATRIOTS 14 X 17 NEW YORK GIANTS, 02/03/2008: Foi o jogo que me levou a admirar futebol americano também. O Patriots, favorito, poderia ser campeão invicto; ainda mais com um touchdown a poucos minutos do final. Mas numa campanha rápida e uma recepção com auxílio do próprio capacete, o Giants conseguiu a virada no último lance.
Foi triste deixar de fora: Liverpool 3 x 3 Milan, Brasil 3 x 2 Sérvia (no tie break mais demorado da história), Fluminense 3 x 1 São Paulo,...
Sem contar Poli 5 x 3 Porcada (2000), Poli 1 x 0 Porcada (2001), Poli 3 x 2 FEA (2005), Poli 9 x 3 Mackenzie (2000), USP 0 x 0 Ulbra (2001), Poli 3 x 2 EEFEUSP (2000)... Mas aí, é só pro meu mundinho...
Sim, eu sei. O conceito é polêmico, ambíguo. Tudo bem! Cada um pode ter o seu critério: importância histórica, imprevisibilidade do resultado, tensão,... Não sei se eu consigo enunciar o meu critério; provavelmente seria só a racionalização dos 10 confrontos que vieram à minha mente... Priorizei futebol e tênis, por motivos óbvios. Coloquei um de volei e um de futebol americano. Lá vão:
1. SÃO PAULO 1 X 0 LIVERPOOL, 18/12/2005: São Paulo tri mundial, na melhor partida de um goleiro da história (depois daquela falta do Gerard, nenhuma outra bola pode ser considerada 'indefensável'), impedimentos milimetricamente bem marcados e Chuck 'Mineiro' Norris...
2. BRASIL 2 X 0 ALEMANHA, 30/06/2002: Brasil penta mundial, com o Gordo metendo 2 golaços, na recuperação física mais incrível que já pudemos presenciar. A narração do Silvério no segundo gol arrepia até hoje.
3. NADAL 3 X 2 FEDERER, WIMBLEDON, 07/07/2008: Num dia difícil da minha vida, o melhor jogador de tênis da história perdeu na grama para o espanhol pela primeira vez, em um jogo que durou o dia inteiro...
4. FEDERER 3 X 1 RODDICK, WIMBLEDON, 06/07/2009: O melhor do mundo ratifica seu domínio, conquistando o 15º Grand Slam.
5. BRASIL 2 X 3 RÚSSIA, 26/08/2004: a seleção feminina do Brasil ganhava o 4º quarto por 24 a 19 e permitiu a virada, sendo tachada de 'amarelona' até os Jogos Olímpicos seguintes.
6. FRANÇA 1 X 0 BRASIL, 01/07/2006: na casa dos Pascales, confirmávamos a patética atuação do Brasil e seus baladeiros. O Roberto Carlos será para sempre lembrado por aquela 'arrumada de meia'.
7. GRÊMIO 1 X 1 CORINTHIANS, 02/12/2007: a 2ª comemoração de título do ano. A queda do time da Marginal me causou tanta felicidade quanto o título do meu São Paulo, algumas rodadas antes.
8. VITÓRIA 4 X 3 PALMEIRAS, 17/11/2002: Ah, Palmeiras... O ex-time grande de São Paulo também conheceu a Segundona...
9. NÁUTICO 0 X 1 GRÊMIO, 26/11/2005: na Batalha dos Aflitos, o Grêmio, com vários a menos, se safou de um penalti e ainda fez um gol no contra-ataque, conseguindo a volta à primeira divisão.
10. NEW ENGLAND PATRIOTS 14 X 17 NEW YORK GIANTS, 02/03/2008: Foi o jogo que me levou a admirar futebol americano também. O Patriots, favorito, poderia ser campeão invicto; ainda mais com um touchdown a poucos minutos do final. Mas numa campanha rápida e uma recepção com auxílio do próprio capacete, o Giants conseguiu a virada no último lance.
Foi triste deixar de fora: Liverpool 3 x 3 Milan, Brasil 3 x 2 Sérvia (no tie break mais demorado da história), Fluminense 3 x 1 São Paulo,...
Sem contar Poli 5 x 3 Porcada (2000), Poli 1 x 0 Porcada (2001), Poli 3 x 2 FEA (2005), Poli 9 x 3 Mackenzie (2000), USP 0 x 0 Ulbra (2001), Poli 3 x 2 EEFEUSP (2000)... Mas aí, é só pro meu mundinho...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Um livro não lido...
Dizem que a melhor maneira de fazer seu filho ler é lendo bastante. (Meio óbvio, né...)
Confesso que não tenho uma forte recordação de minha família leitora na infância. A primeira 'estante para livros' na casa dos meus pais chegou quando meus irmãos e eu já éramos adolescentes. É verdade também que peguei um certo trauma ao ler 'Senhora', 'Amor de Perdição', 'Primo Basílio' (embora hoje, lembro dos enredos e me parecem legais). Muito metódico, eu anotava quantas páginas tinha que 'vencer' por dia para dar tempo de ler tudo antes da prova. Eram raros os livros que lia com prazer. Lembro de 'Escaravelho do Diabo' e um outro de uma turma que tinha uns códigos, cujo nome me foge. Clássicos, li com prazer 'Cortiço', 'Macunaima' e mais uns 2 ou 3.
Mas, sei lá o porquê, em um dado momento, minha mãe começou a ler por hobby mais frequentemente. Meu irmão também. E a febre pegou lá em casa. Dar livros de presente virou moda (tivemos que nos controlar). Desde então, fico puto quando vou a um médico e esqueço um livro para sala de espera. No metrô, na época da pós, a mesma coisa...
Aliás, parêntesis. Outro dia tive um evento na GV e, no metrô, vi MUITA gente lendo seu livrinho. Fiquei orgulhoso; foi um pouquinho de esperança na minha ranzinzice com o país.
Entrar na livrariacultura.com.br, na submarino.com.br,... é um prazer. De vez em quando, alguns amigos e eu nos juntamos para comprar da Amazon e economizar no frete...
Hoje, uma das partes da minha casa de que mais gosto é a minha - já bem respeitável - biblioteca.
Em época de amigos secretos, a lista de livros pendentes aumenta. Às vezes, até me sinto pressionado: o ritmo de entrada é muito maior que o de saída. Mas me conforto quando lembro de uma frase de um livro do Taleb:
'Um livro não lido é muito mais valioso que um lido'.
Confesso que não tenho uma forte recordação de minha família leitora na infância. A primeira 'estante para livros' na casa dos meus pais chegou quando meus irmãos e eu já éramos adolescentes. É verdade também que peguei um certo trauma ao ler 'Senhora', 'Amor de Perdição', 'Primo Basílio' (embora hoje, lembro dos enredos e me parecem legais). Muito metódico, eu anotava quantas páginas tinha que 'vencer' por dia para dar tempo de ler tudo antes da prova. Eram raros os livros que lia com prazer. Lembro de 'Escaravelho do Diabo' e um outro de uma turma que tinha uns códigos, cujo nome me foge. Clássicos, li com prazer 'Cortiço', 'Macunaima' e mais uns 2 ou 3.
Mas, sei lá o porquê, em um dado momento, minha mãe começou a ler por hobby mais frequentemente. Meu irmão também. E a febre pegou lá em casa. Dar livros de presente virou moda (tivemos que nos controlar). Desde então, fico puto quando vou a um médico e esqueço um livro para sala de espera. No metrô, na época da pós, a mesma coisa...
Aliás, parêntesis. Outro dia tive um evento na GV e, no metrô, vi MUITA gente lendo seu livrinho. Fiquei orgulhoso; foi um pouquinho de esperança na minha ranzinzice com o país.
Entrar na livrariacultura.com.br, na submarino.com.br,... é um prazer. De vez em quando, alguns amigos e eu nos juntamos para comprar da Amazon e economizar no frete...
Hoje, uma das partes da minha casa de que mais gosto é a minha - já bem respeitável - biblioteca.
Em época de amigos secretos, a lista de livros pendentes aumenta. Às vezes, até me sinto pressionado: o ritmo de entrada é muito maior que o de saída. Mas me conforto quando lembro de uma frase de um livro do Taleb:
'Um livro não lido é muito mais valioso que um lido'.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
E agora, José? Acabou...
Por definição, não rezo por futebol.
Também não costumo falar sobre futebol na minha terapia. Talvez devesse. Provavelmente meu humor no trabalho ou na vida pessoal esteja muito ligado aos resultados do futebol no final de semana... Que nada de autoconhecimento! É bola na rede e felicidade, bom humor e paz garantidos para próxima semana!! Como essa!
Enfim, acabou o Brasileirão.
Sou do time do PVC, dos que consideram o nosso Brasileirão um belo campeonato. Não gosto daquele saudosismo dos mais velhos. E acho que a comparação com a Europa é distorcida: talvez eles se saíssem melhor num quadrangular com os 2 melhores do brasileiro e os 2 melhores espanhois ou ingleses ou italianos. Mas o 3º, o 4º, o 5º,..., daqui são melhores que os deles... Mas isso é achismo - nunca teremos uma prova - ou, como diz o Balu, é só linguiça para ser enchida nos programas vespertinos de futebol.
A verdade é que gostei muito desse campeonato. Cheguei a considerar a hipótese do meu São Paulo brigar para não cair (tinha esquecido de que time grande não cai!); fiquei triste de verdade com a real possibilidade do Palmeiras campeão e a tolerância que deveria ter com meus amigos mais chatos; criei 15 piadas para o hepta do São Paulo (que terei que guardar para o ano que vem); e acabei não gostando de ter que aguentar meus parentes flamenguistas (eles realmente acreditam que Leo Moura e Bruno são jogadores de verdade... tsc tsc tsc)...
Não desmereço o Flamengo por ter sido o campeão com menor aproveitamento (59%, percentual normalmente considerado para briga por Libertadores), nem São Paulo, Inter, Atlético,... por perderem as chances de ser campeão. A verdade é que estava tudo mais nivelado.
Já tinha falado em outro post que achava improvável que o São Paulo fosse campeão esse ano. Não vou criar um blog só para apontar os erros de juízes (como tem de um palmeirense), como se houvesse uma conspiração universal. Em resumo, o que tinha dito é que a 'popularidade' do Brasileirão não ia muito bem das pernas fora de São Paulo, já que os 5 últimos títulos tinham ficado por aqui. Ou seja, era 'interessante' que São Paulo e Palmeiras não levassem. Flamengo campeão seria o melhor dos mundos. Livrar os 2 outros cariocas do rebaixamento, então, nem se fala... Não sou um gênio. PVC e Juca Kfouri também falaram a mesma coisa. E escrevi isso antes do procurador punir o Vagner Love por não ter 'tranças rubro-negras', antes da anulação ridícula do gol do Obina, antes de darem 2 jogos para um 2º amarelo do Jean, antes de darem 3 jogos para uma falta do Dagoberto pesada, mas idêntica a outras tantas que não deram mais de 2 jogos, de inventarem 'efeito suspensivo parcial' contra o São Paulo, de punirem o Dagoberto por dar risada, de tirarem o jogo do Flamengo contra o Corinthians do mando do Corinthians... Erro de juiz é uma coisa; de tribunal é outra...
É lógico também que, em um lugar mais decente, Corinthians e Grêmio seriam punidos. Dois dos principais jogadores do Corinthians 'se machucam' antes dos 20' do 1º tempo. O médico foi atender o Ronaldo e nem sabia onde espirrar o spray, já que ele não tinha colocado a mão em nada. O Felipe saiu da bola na hora do penalti. O Grêmio foi com 3 titulares, teve seu nome gritado no Maracanã e instruções claras de não chutar no gol. Não aceito o argumento de que o SP não fez a parte dele e, então, não pode reclamar: tivemos que jogar 38 jogos; o Flamengo teve que jogar 36 e ganhou 6 pontos de graça. É totalmente diferente. Num grupo de discussão com amigos, pensamos em soluções: direcionar clássicos locais para as últimas rodadas, parte das cotas de TV baseando-se na classificação do ano anterior (de tal modo que faça diferença ficar em 9º ou em 10º),..., mas não chegamos à nenhuma conclusão...
Mas os jogadores do Flamengo não têm culpa e merecem comemorar. O Flamengo foi um Cisne Negro, aquele evento altamente improvável que acontece de vez em quando. Sem estrutura, com troca de treinador, troca de presidente, com estrela que não treina e outra que veio para saldar dívida, salário atrasado... e campeões! Parabéns! Só não vamos achar que a várzea ganhará todo ano. Esse ano é exceção, não a regra.
Outra coisa que me chamou a atenção é a intenção da imprensa (e, para não ser tão genérico, senti isso mais na Sportv mesmo!) de colocar o 'hexa' na frente de toda vez que se fala 'campeão', forçando goela abaixo! Eu era muito criança em 1987 e, portanto, considero-me um tanto inapto a entrar na discussão com propriedade. Mas quero dar meus pitacos... Sendo pragmático, 1987 é do Sport de direito. Basta entrar no site da CBF. Lógico que houve um outro campeonato, provavelmente muito mais forte, em que o Flamengo se sagrou campeão, o que talvez o dê um título nacional de fato. Mas diferentemente de 2000, quando a mesma CBF fez um mesmo campeonato, só mudando o nome (Copa João Havelange) por razões bem específicas, 1987 teve, sim, um campeonato da própria CBF. Ou seja, talvez o título do Flamengo de 1987 possa ser comparado ao atual status da Copa do Brasil, isto é, de abrangência nacional, mas não 'o campeonato brasileiro'. Não vou me alongar. Essa é só minha verdade, dentre várias verdades possíveis... ;) O que me incomoda não é o eventual 6º título do Flamengo mas, sim, essa lavagem cerebral na tentativa de tirar a exclusividade do hexa são-paulino. Só quero lembrar que ainda precisam igualar 3 Libertadores e 3 Mundiais. haha. Essa foi só para provocar... ("Eu tento ser humilde. Meu time é que não deixa!").
Vou parar a choradeira por aqui. hehe. Até porque terminei o ano feliz. O espetáculo no Morumbi ontem foi SENSACIONAL. A torcida entendeu que não é possível ganhar todo ano. Quanto mais vezes consecutivas você ganha, mais próximo da derrota seguinte. Foi um pequeno sacrifício para termos mais anos de pontos corridos garantidos. E, pelo 7º ano consecutivo, estamos na Libertadores... Meu amigo Bola tem uma tese de que não ganhar o Brasileiro nos dará humildade para ganhar a Libertadores. Tomara.
E, se em 2006 a disputa foi com o Inter, em 2007 com o Santos, em 2008 com o Grêmio e em 2009 com o Flamengo, só existe uma certeza para o ano que vem: é o São Paulo e mais alguém disputando o título... Ah, e o Palmeiras... Vou respeitar o luto por enquanto...
Também não costumo falar sobre futebol na minha terapia. Talvez devesse. Provavelmente meu humor no trabalho ou na vida pessoal esteja muito ligado aos resultados do futebol no final de semana... Que nada de autoconhecimento! É bola na rede e felicidade, bom humor e paz garantidos para próxima semana!! Como essa!
Enfim, acabou o Brasileirão.
Sou do time do PVC, dos que consideram o nosso Brasileirão um belo campeonato. Não gosto daquele saudosismo dos mais velhos. E acho que a comparação com a Europa é distorcida: talvez eles se saíssem melhor num quadrangular com os 2 melhores do brasileiro e os 2 melhores espanhois ou ingleses ou italianos. Mas o 3º, o 4º, o 5º,..., daqui são melhores que os deles... Mas isso é achismo - nunca teremos uma prova - ou, como diz o Balu, é só linguiça para ser enchida nos programas vespertinos de futebol.
A verdade é que gostei muito desse campeonato. Cheguei a considerar a hipótese do meu São Paulo brigar para não cair (tinha esquecido de que time grande não cai!); fiquei triste de verdade com a real possibilidade do Palmeiras campeão e a tolerância que deveria ter com meus amigos mais chatos; criei 15 piadas para o hepta do São Paulo (que terei que guardar para o ano que vem); e acabei não gostando de ter que aguentar meus parentes flamenguistas (eles realmente acreditam que Leo Moura e Bruno são jogadores de verdade... tsc tsc tsc)...
Não desmereço o Flamengo por ter sido o campeão com menor aproveitamento (59%, percentual normalmente considerado para briga por Libertadores), nem São Paulo, Inter, Atlético,... por perderem as chances de ser campeão. A verdade é que estava tudo mais nivelado.
Já tinha falado em outro post que achava improvável que o São Paulo fosse campeão esse ano. Não vou criar um blog só para apontar os erros de juízes (como tem de um palmeirense), como se houvesse uma conspiração universal. Em resumo, o que tinha dito é que a 'popularidade' do Brasileirão não ia muito bem das pernas fora de São Paulo, já que os 5 últimos títulos tinham ficado por aqui. Ou seja, era 'interessante' que São Paulo e Palmeiras não levassem. Flamengo campeão seria o melhor dos mundos. Livrar os 2 outros cariocas do rebaixamento, então, nem se fala... Não sou um gênio. PVC e Juca Kfouri também falaram a mesma coisa. E escrevi isso antes do procurador punir o Vagner Love por não ter 'tranças rubro-negras', antes da anulação ridícula do gol do Obina, antes de darem 2 jogos para um 2º amarelo do Jean, antes de darem 3 jogos para uma falta do Dagoberto pesada, mas idêntica a outras tantas que não deram mais de 2 jogos, de inventarem 'efeito suspensivo parcial' contra o São Paulo, de punirem o Dagoberto por dar risada, de tirarem o jogo do Flamengo contra o Corinthians do mando do Corinthians... Erro de juiz é uma coisa; de tribunal é outra...
É lógico também que, em um lugar mais decente, Corinthians e Grêmio seriam punidos. Dois dos principais jogadores do Corinthians 'se machucam' antes dos 20' do 1º tempo. O médico foi atender o Ronaldo e nem sabia onde espirrar o spray, já que ele não tinha colocado a mão em nada. O Felipe saiu da bola na hora do penalti. O Grêmio foi com 3 titulares, teve seu nome gritado no Maracanã e instruções claras de não chutar no gol. Não aceito o argumento de que o SP não fez a parte dele e, então, não pode reclamar: tivemos que jogar 38 jogos; o Flamengo teve que jogar 36 e ganhou 6 pontos de graça. É totalmente diferente. Num grupo de discussão com amigos, pensamos em soluções: direcionar clássicos locais para as últimas rodadas, parte das cotas de TV baseando-se na classificação do ano anterior (de tal modo que faça diferença ficar em 9º ou em 10º),..., mas não chegamos à nenhuma conclusão...
Mas os jogadores do Flamengo não têm culpa e merecem comemorar. O Flamengo foi um Cisne Negro, aquele evento altamente improvável que acontece de vez em quando. Sem estrutura, com troca de treinador, troca de presidente, com estrela que não treina e outra que veio para saldar dívida, salário atrasado... e campeões! Parabéns! Só não vamos achar que a várzea ganhará todo ano. Esse ano é exceção, não a regra.
Outra coisa que me chamou a atenção é a intenção da imprensa (e, para não ser tão genérico, senti isso mais na Sportv mesmo!) de colocar o 'hexa' na frente de toda vez que se fala 'campeão', forçando goela abaixo! Eu era muito criança em 1987 e, portanto, considero-me um tanto inapto a entrar na discussão com propriedade. Mas quero dar meus pitacos... Sendo pragmático, 1987 é do Sport de direito. Basta entrar no site da CBF. Lógico que houve um outro campeonato, provavelmente muito mais forte, em que o Flamengo se sagrou campeão, o que talvez o dê um título nacional de fato. Mas diferentemente de 2000, quando a mesma CBF fez um mesmo campeonato, só mudando o nome (Copa João Havelange) por razões bem específicas, 1987 teve, sim, um campeonato da própria CBF. Ou seja, talvez o título do Flamengo de 1987 possa ser comparado ao atual status da Copa do Brasil, isto é, de abrangência nacional, mas não 'o campeonato brasileiro'. Não vou me alongar. Essa é só minha verdade, dentre várias verdades possíveis... ;) O que me incomoda não é o eventual 6º título do Flamengo mas, sim, essa lavagem cerebral na tentativa de tirar a exclusividade do hexa são-paulino. Só quero lembrar que ainda precisam igualar 3 Libertadores e 3 Mundiais. haha. Essa foi só para provocar... ("Eu tento ser humilde. Meu time é que não deixa!").
Vou parar a choradeira por aqui. hehe. Até porque terminei o ano feliz. O espetáculo no Morumbi ontem foi SENSACIONAL. A torcida entendeu que não é possível ganhar todo ano. Quanto mais vezes consecutivas você ganha, mais próximo da derrota seguinte. Foi um pequeno sacrifício para termos mais anos de pontos corridos garantidos. E, pelo 7º ano consecutivo, estamos na Libertadores... Meu amigo Bola tem uma tese de que não ganhar o Brasileiro nos dará humildade para ganhar a Libertadores. Tomara.
E, se em 2006 a disputa foi com o Inter, em 2007 com o Santos, em 2008 com o Grêmio e em 2009 com o Flamengo, só existe uma certeza para o ano que vem: é o São Paulo e mais alguém disputando o título... Ah, e o Palmeiras... Vou respeitar o luto por enquanto...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Top 10 - Filmes
Como disse no post anterior, um grupo de amigos fez listas de melhores dos anos 00’s (2000 – 2009) em várias categorias. Começamos com filmes.
Segue a minha:
1.TROPA DE ELITE – 2007
Um filme que mudou o jeito do Brasil falar. É impressionante a quantidade de gírias e jargões que ficaram após o filme. E o pessoal do banco que o diga. Eu fiquei (mais) insuportável a partir do momento em que vi o filme. É possível passar semanas falando apenas na língua do BOPE. Para agravar, foi a música-tema do Reveillon e os vizinhos da casa de Paúba não devem ter gostado nada.
O que eu mais gosto no filme é o tapa na cara dos vermelhinhos-maconhinha – os ‘comunistas de AMEX’. O filme escancara: o lado da demanda também é culpado pelo tráfico.
Caveira, meu capitão!!
2.UMA MENTE BRILHANTE – A Beautiful Mind, 2001
Vi esse filme sem legenda no meu Summer Job em Wisconsin. Foi uma época difícil. Tinha ido viajar com minha namorada e terminamos por lá. Foi difícil porque eu não tinha uma ‘estrutura social’ para me apoiar.
O filme conta a história de John Nash, ‘criador’ da Teoria dos Jogos, um dos conceitos de economia mais útil no dia-a-dia, aplicável até no ‘approach’ a uma mulher. ;)
Para os ultra-racionais que aos poucos vão cedendo ao emocional, o discurso final é espetacular:
Segue a minha:
1.TROPA DE ELITE – 2007
Um filme que mudou o jeito do Brasil falar. É impressionante a quantidade de gírias e jargões que ficaram após o filme. E o pessoal do banco que o diga. Eu fiquei (mais) insuportável a partir do momento em que vi o filme. É possível passar semanas falando apenas na língua do BOPE. Para agravar, foi a música-tema do Reveillon e os vizinhos da casa de Paúba não devem ter gostado nada.
O que eu mais gosto no filme é o tapa na cara dos vermelhinhos-maconhinha – os ‘comunistas de AMEX’. O filme escancara: o lado da demanda também é culpado pelo tráfico.
Caveira, meu capitão!!
2.UMA MENTE BRILHANTE – A Beautiful Mind, 2001
Vi esse filme sem legenda no meu Summer Job em Wisconsin. Foi uma época difícil. Tinha ido viajar com minha namorada e terminamos por lá. Foi difícil porque eu não tinha uma ‘estrutura social’ para me apoiar.
O filme conta a história de John Nash, ‘criador’ da Teoria dos Jogos, um dos conceitos de economia mais útil no dia-a-dia, aplicável até no ‘approach’ a uma mulher. ;)
Para os ultra-racionais que aos poucos vão cedendo ao emocional, o discurso final é espetacular:
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Os melhores da década
Inspirado pelo final do ano, meu amigo Ronalt teve uma ideia muito legal - logo acompanhada por outros amigos - de listar os 10 melhores da década em algumas categorias.
Sim, sabemos que oficialmente as décadas começam no ano '1' e terminam no ano '0', mas pedimos uma licença poética e vamos fazer o 'Top 10' dos anos 00's, ou seja, de 2000 a 2009. Ao longo de dezembro, vamos soltando as listas: as consolidadas no blog do Ronalt e as individuais em cada blog (PJ, Balu, Bola,..., entre outros).
Começamos pela lista de filmes. O critério é completamente subjetivo. Nossos experts Carol, Gui e PJ devem ter analisado puramente o filme: elenco, atuações, enredo, diretor, trilha sonora... O Ronalt pensou da seguinte forma: 'Do que vou lembrar daqui a 10~15 anos?'. Teve gente que fez cotas: um desenho, um brasileiro, um argentino, um europeu, um mela-cueca...
A minha tentativa de critério foi a situação em que vi o filme: companhia, local, momento,... Vou comentar cada um.
Enfim, acho que ficou muito legal! A lista de filmes com a pontuação consolidada já está lá no Ronalt. Amanhã solto meu post com minha lista, alguns trailers e comentários.
É divertido!
Sim, sabemos que oficialmente as décadas começam no ano '1' e terminam no ano '0', mas pedimos uma licença poética e vamos fazer o 'Top 10' dos anos 00's, ou seja, de 2000 a 2009. Ao longo de dezembro, vamos soltando as listas: as consolidadas no blog do Ronalt e as individuais em cada blog (PJ, Balu, Bola,..., entre outros).
Começamos pela lista de filmes. O critério é completamente subjetivo. Nossos experts Carol, Gui e PJ devem ter analisado puramente o filme: elenco, atuações, enredo, diretor, trilha sonora... O Ronalt pensou da seguinte forma: 'Do que vou lembrar daqui a 10~15 anos?'. Teve gente que fez cotas: um desenho, um brasileiro, um argentino, um europeu, um mela-cueca...
A minha tentativa de critério foi a situação em que vi o filme: companhia, local, momento,... Vou comentar cada um.
Enfim, acho que ficou muito legal! A lista de filmes com a pontuação consolidada já está lá no Ronalt. Amanhã solto meu post com minha lista, alguns trailers e comentários.
É divertido!
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