Sei que é uma opinião polêmica, mas considero o funcionalismo público um dos maiores problemas do Brasil. É polêmico porque todo mundo conhece um bom funcionário público e, na minha afirmação, posso parecer pecar pela generalização. Mas veja bem: não disse que todo funcionário público é um problema, mas sim o 'conceito', o bloco...
Mas hoje é dia do funcionário público! A grande maioria não foi trabalhar. Uns emendaram na última segunda, outros - mais sortudos porque juntam com Finados - vão emendar na próxima sexta. Não conheço outra 'categoria' que comemore seu dia sem trabalhar... Que eu saiba, engenheiros trabalham no 'dia do engenheiro', médicos trabalham no 'dia do médico' e bancários trabalham no 'dia do bancário'. Já é um problema, mas vamos seguir...
Fico incomodado quando amigos, bons profissionais, desencanam (ou apenas pensam em desencanar) da iniciativa privada para prestar um concurso. É lógico que é interessante que bons profissionais migrem para o setor público para 'melhorar o atendimento', mas o incentivo ou o motivo nunca é esse. No fundo, é para largar a caneta às 18h e, principalmente, ser pago com salário integral até morrer! E alguém que pague a conta...
(Se sua intenção de seguir para o setor público é meramente melhorar o serviço, obrigado!, o Brasil precisa de você...)
Na missa que frequento, as senhoras estão passando um abaixo-assinado para equiparar os benefícios dos professores inativos aos dos ativos. O problema é o seguinte: o salário dos professores é sabidamente baixo. Não se pode aumentar porque não tem grana para bancar todos os ativos e mais todos os inativos que, por lei, têm direito à equiparação. O Governo de São Paulo, então, criou uma série de gratificações, baseadas em metas, para incentivar os professores ativos. Os inativos não têm direito a essas gratificações e querem ganhar essa boquinha. Não deixa de ser uma artimanha para, de fato, pagar melhor os nossos professores que estão nas salas. Pois é! Por causa da aposentadoria integral, o governo precisa dar um miguézinho para poder pagar bem. Obviamente, não coloquei meu nome no abaixo-assinado das velhinhas.
Mais alguns fatos...
Na última greve dos vermelhinhos da USP, também chamados de 'socialistas do pai capitalista' ou 'comunistas com Amex', li um dado que me chocou: cerca de 85% do orçamento da USP vai para folha salarial. Na Unesp e na Unicamp, esse percentual chega a 90%. Estamos falando de 3 faculdades top do Brasil. A pesquisa mesmo que se vire nos 10~15% restantes. E o argumento de que o orçamento é pequeno não vale. O da USP é comparável à receita orçamentária dos estados inteiros de Piaui ou Alagoas, ou ainda 2 vezes a receita de Tocantins e mais de 4 vezes a receita do Acre. Sabemos que o salário de um professor não é alto; logo... tem muita gente sobrando! Não tem porque acreditar que é um problema exclusivo dessas 3 universidades.
Para finalizar, nessa semana está encerrando um recadastramento de servidores do Senado. Numa população de apenas 6200 funcionários, mais de 350 não tinham concluido o cadastramento e 80 nem apareceram... Uma vergonha!
E a gente segue pagando...
Ah... estava me esquecendo: Parabéns!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Síndrome de Peter Pan
Já fui a DEZ InterUSP's. E, no ano que vem, vou de novo.
Já fui a 7 Engenharíadas e pretendo ir no ano que vem. Gosto muito da festa de matrícula da Poli e da palestra da atlética pros bixos. O Bichusp é beeem legal, ainda hoje. A corrida de rolimã ainda é um programa semestral.
Sexta passada foi dia de Corso (oficiosamente uma 'reunião no cliente na região do Pacaembu'). O Corso existe há algumas décadas marcando o início do Pauli-Poli, competição entre a nossa Poli e a Paulista de Medicina. Trata-se de uma guerra de fruta podre (que seria jogada fora!), originalmente entre 2 caminhões, que acabavam na porcada, medicina da USP, adversária em comum. Nos últimos anos, o 'confronto' tem como local a Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu (em dia de limpeza pública - mais 'consciência social'! haha)
É uma das poucas coisas que tem que ser feitas antes de morrer.
As pessoas se preparam de verdade. Vale tudo como escudo: tampa de lixo, madeirite, placa de trânsito,... Tem muita estratégia como, por exemplo, jogar vagem pro alto para jogar limão embaixo. Esse ano ainda teve batata e beterraba. São muito duros e com uma vida útil elevada (aguenta mais de 10 arremessos...): deveriam ser proibidos pela convenção de Genebra, segundo o PJ.
O Pânico da Rede TV esteve lá e mostrou a reportagem nesse domingo. Não por acaso, foi a pior audiência da história do Fantástico.
Sou uma criança feliz... haha
Já fui a 7 Engenharíadas e pretendo ir no ano que vem. Gosto muito da festa de matrícula da Poli e da palestra da atlética pros bixos. O Bichusp é beeem legal, ainda hoje. A corrida de rolimã ainda é um programa semestral.
Sexta passada foi dia de Corso (oficiosamente uma 'reunião no cliente na região do Pacaembu'). O Corso existe há algumas décadas marcando o início do Pauli-Poli, competição entre a nossa Poli e a Paulista de Medicina. Trata-se de uma guerra de fruta podre (que seria jogada fora!), originalmente entre 2 caminhões, que acabavam na porcada, medicina da USP, adversária em comum. Nos últimos anos, o 'confronto' tem como local a Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu (em dia de limpeza pública - mais 'consciência social'! haha)
É uma das poucas coisas que tem que ser feitas antes de morrer.
As pessoas se preparam de verdade. Vale tudo como escudo: tampa de lixo, madeirite, placa de trânsito,... Tem muita estratégia como, por exemplo, jogar vagem pro alto para jogar limão embaixo. Esse ano ainda teve batata e beterraba. São muito duros e com uma vida útil elevada (aguenta mais de 10 arremessos...): deveriam ser proibidos pela convenção de Genebra, segundo o PJ.
O Pânico da Rede TV esteve lá e mostrou a reportagem nesse domingo. Não por acaso, foi a pior audiência da história do Fantástico.
Sou uma criança feliz... haha
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Um mal necessário?
Embora o vídeo de Alain de Botton do penúltimo post nos faça pensar sobre o conceito de sucesso e meritocracia, considero-me um meritocrata clássico! Em suma, quem aproveita suas chances, ok; quem não aproveita, que peeeena! Nesse sentido, não sou muito fã de assistencialismo vazio, qualquer que seja, desde a esmola pro moleque no farol como um bolsa-qualquer sem 'porta de saída'.
Mas, quanto a essa última, não tem jeito: o governo tem que fazer. Ninguém vai deixar de dar dinheiro diante de alguém prestes a morrer, bem na sua frente. Aí, surge o Bolsa Família que, iniciado pelo FHC e tendo ganhado forças com o Lula, hoje atinge mais de 11 milhões de família. Mas...
Uma reportagem d'O Globo evidencia a falta de incentivos que esse tipo de programa pode proporcionar. Pela reportagem, nas 85 cidades onde existe a maior cobertura do Bolsa Família, a taxa de emprego formal é de apenas 1,3% da população. Não sabemos como era antes do programa e nem quem veio antes: a informalidade ou o programa assistencialista. Mas acho que podemos inferir que o programa não cria incentivos (gera 'acomodação', como diz a própria secretária) para uma futura formalização do emprego, o que, indubitavelmente, seria positivo. Na verdade, a matéria não traz nenhuma grande novidade; isso era sabido, só que agora com alguns números.
Como já disse, nenhum governo vai ser louco de acabar com esse tipo de programa, mas não são os incentivos que eu escolheria pro meu país...
Mas, quanto a essa última, não tem jeito: o governo tem que fazer. Ninguém vai deixar de dar dinheiro diante de alguém prestes a morrer, bem na sua frente. Aí, surge o Bolsa Família que, iniciado pelo FHC e tendo ganhado forças com o Lula, hoje atinge mais de 11 milhões de família. Mas...
Uma reportagem d'O Globo evidencia a falta de incentivos que esse tipo de programa pode proporcionar. Pela reportagem, nas 85 cidades onde existe a maior cobertura do Bolsa Família, a taxa de emprego formal é de apenas 1,3% da população. Não sabemos como era antes do programa e nem quem veio antes: a informalidade ou o programa assistencialista. Mas acho que podemos inferir que o programa não cria incentivos (gera 'acomodação', como diz a própria secretária) para uma futura formalização do emprego, o que, indubitavelmente, seria positivo. Na verdade, a matéria não traz nenhuma grande novidade; isso era sabido, só que agora com alguns números.
Como já disse, nenhum governo vai ser louco de acabar com esse tipo de programa, mas não são os incentivos que eu escolheria pro meu país...
sábado, 24 de outubro de 2009
Algo estranho
Apesar de adorar e ler muito, não me sinto à vontade para escrever sobre economia. Para isso, prefiro que vocês visitem o PJ. Mas quero deixar registrado de que lado estou.
Os últimos meses foram de questionamento ao 'sistema'. Falta de regulação, excesso de especulação, até o 'capitalismo' em si... De fato, houve muita reflexão e as portas foram abertas para linhas econômicas não ortodoxas e até para áreas próximas como psicologia e sociologia.
Mas, na prática, pouco mudou. Portanto, pra mim, não faz sentido o Ibovespa a 66 mil pontos, apenas 10% abaixo do seu pico (e as bolsas lá fora com um perfil bem parecido...). Não há substância para tamanha recuperação.
Pois é. Estou do lado dos pessimistas. Diminuí minha posição em ações.
Os últimos meses foram de questionamento ao 'sistema'. Falta de regulação, excesso de especulação, até o 'capitalismo' em si... De fato, houve muita reflexão e as portas foram abertas para linhas econômicas não ortodoxas e até para áreas próximas como psicologia e sociologia.
Mas, na prática, pouco mudou. Portanto, pra mim, não faz sentido o Ibovespa a 66 mil pontos, apenas 10% abaixo do seu pico (e as bolsas lá fora com um perfil bem parecido...). Não há substância para tamanha recuperação.
Pois é. Estou do lado dos pessimistas. Diminuí minha posição em ações.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A resposta 'correta'
Se alguém te perguntar “E aí? Como está a vida?”, a resposta correta é “Putz... Tô trabalhando demais... Correria total. Estressadaço... Tô sugado! Não agüento mais meu trabalho”. Caso contrário, você estará fora de moda!
Trabalho em um grande pólo empresarial de São Paulo. Almoço 3~4 vezes por semana com amigos de empresas que ficam por ali e, com freqüência, encontro meus amigos do banco em que trabalhei. A conversa, invariavelmente, passa pelo trabalho. E, infelizmente, não conheço quem se diz satisfeito com o emprego ou com a qualidade de vida. Pior: até acho que tem gente que gosta do que faz, mas não fala. Ou se faz de coitado ou não quer chamar a atenção: “Se todo mundo reclama, será que eu tô feliz mesmo?”... hehe. Parece que pega mal dizer que está bem; talvez passe a impressão de acomodação e o ‘profissional moderno’ não pode ser relaxado...
Existe um vídeo brilhante no TED (aqui) que fala que nunca foi tão fácil ter uma vida 'boa' e, ao mesmo tempo e meio que paradoxalmente, tanta pressão no emprego.
Não sei se meu mundinho é mais competitivo e exigente ou se são mais casos genéricos de comparação e imitação econômica.
Quanto a mim? “Estou estressado, apanhando no trabalho, dando soco em ponta de faca, sugado...” Estou na moda!
Na minha viagem para o Nordeste em julho, visitei o Beach Park, em Fortaleza. E vivi uma cena marcante, contada pelo meu amigo Daniel. Existe um brinquedo chamado Acquashow, uma espécie de castelo com diversos brinquedos de água: canhões, mangueiras, baldes, moinhos, duchas, calhas... Por mais de 5 minutos, fiquei ‘brincando’ com um moleque de menos de 5 anos, que ficava me ‘atirando’ e eu fingindo que estava sendo acertado... O Daniel só olhando... Depois me disse: “Guarda essa cena para quando você estiver estressado”. E com uma freqüência maior do que a que eu desejava, essa cena vem à minha mente...
Trabalho em um grande pólo empresarial de São Paulo. Almoço 3~4 vezes por semana com amigos de empresas que ficam por ali e, com freqüência, encontro meus amigos do banco em que trabalhei. A conversa, invariavelmente, passa pelo trabalho. E, infelizmente, não conheço quem se diz satisfeito com o emprego ou com a qualidade de vida. Pior: até acho que tem gente que gosta do que faz, mas não fala. Ou se faz de coitado ou não quer chamar a atenção: “Se todo mundo reclama, será que eu tô feliz mesmo?”... hehe. Parece que pega mal dizer que está bem; talvez passe a impressão de acomodação e o ‘profissional moderno’ não pode ser relaxado...
Existe um vídeo brilhante no TED (aqui) que fala que nunca foi tão fácil ter uma vida 'boa' e, ao mesmo tempo e meio que paradoxalmente, tanta pressão no emprego.
Não sei se meu mundinho é mais competitivo e exigente ou se são mais casos genéricos de comparação e imitação econômica.
Quanto a mim? “Estou estressado, apanhando no trabalho, dando soco em ponta de faca, sugado...” Estou na moda!
Na minha viagem para o Nordeste em julho, visitei o Beach Park, em Fortaleza. E vivi uma cena marcante, contada pelo meu amigo Daniel. Existe um brinquedo chamado Acquashow, uma espécie de castelo com diversos brinquedos de água: canhões, mangueiras, baldes, moinhos, duchas, calhas... Por mais de 5 minutos, fiquei ‘brincando’ com um moleque de menos de 5 anos, que ficava me ‘atirando’ e eu fingindo que estava sendo acertado... O Daniel só olhando... Depois me disse: “Guarda essa cena para quando você estiver estressado”. E com uma freqüência maior do que a que eu desejava, essa cena vem à minha mente...
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
A ignorância é sábia
Meu pai sempre diz: 'Só tem dúvida quem sabe'...
Pois é. Foi uma semana de funilaria: dentista, endócrino, cardio e oftalmo.
Obviamente chegamos àquelas conclusões brilhantes: não posso comer açúcar, nem sal; no café da manhã, não posso achocolatado nem café; no barzinho com os amigos, não posso nem refrigerante, nem álcool... Eu morri e não estou sabendo?
Tive uma suspeita de pressão alta no início do ano (a 'morte silenciosa', segundo o médico, um bom psicólogo...). De lá pra cá, não tive mais problemas. O motivo?: parei de medir.
Foi só marcar o retorno e fiquei condenado ao comprimido todo dia.
Santa ignorância... Bons tempos aqueles que eu não sabia de nada, comia qualquer coisa e, melhor, nem engordava...
O jeito é aproveitar tudo. E logo...
Pois é. Foi uma semana de funilaria: dentista, endócrino, cardio e oftalmo.
Obviamente chegamos àquelas conclusões brilhantes: não posso comer açúcar, nem sal; no café da manhã, não posso achocolatado nem café; no barzinho com os amigos, não posso nem refrigerante, nem álcool... Eu morri e não estou sabendo?
Tive uma suspeita de pressão alta no início do ano (a 'morte silenciosa', segundo o médico, um bom psicólogo...). De lá pra cá, não tive mais problemas. O motivo?: parei de medir.
Foi só marcar o retorno e fiquei condenado ao comprimido todo dia.
Santa ignorância... Bons tempos aqueles que eu não sabia de nada, comia qualquer coisa e, melhor, nem engordava...
O jeito é aproveitar tudo. E logo...
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lutando contra o 'jeitinho'
Outro dia, conversando sobre meus problemas profissionais rotineiros, caí na real de que meu principal trabalho é lutar contra o jeitinho brasileiro!!!
Sim! Sempre digo que os pilares do meu negócio 'estacionamento' são: bom relacionamento político, confiança na estrutura enxuta e controle operacional. Sobre este último, é muito fácil para o manobrista dar um miguézinho e não registrar um carro, é muito prazeroso para o usuário dar um jeito de não pagar o estacionamento,... É a 'Lei de Gerson', de sempre tentar levar vantagem...
Os gerentes dos bancos têm um carimbo que faz com que clientes que deveriam pagar R$8 paguem apenas R$1. Eles não têm incentivo nenhum para verificar se, de fato, o cliente esteve fazendo alguma operação no banco ou só entrou para receber um carimbo.
O gerente de uma grande empresa de material escolar tem um carimbo que abona o pagamento. Ele não tem incentivo nenhum para não carimbar para qualque mané. Resultado: chegamos a ter mais tickets abonados do que notas fiscais emitidas.
Os clientes de uma grande empresa de assistência médica tem um convênio com 40% de desconto mediante carimbo da recepção da empresa. Alguns dos meus (ex)funcionários fizeram um acordo com a recepcionista e levavam tickets de clientes de outras empresas (e que pagaram o preço cheio) para ser carimbados pela empresa. Os 40% de diferença (entre o que foi cobrado e o que foi lançado no sistema) eram divididos entre eles...
Já mandei funcionário embora e, no mês seguinte, recebi reclamações de 'clientes' que pagavam direto pra ele! Mensalista próprio.
Grande parte da minha vida é evitar (com sistemas, procedimentos, automações,...) essas pilantragens!
É interessante porque desenvolve a criatividade todo dia, porque aprendo microeconomia e a necessidade de incentivos no dia-a-dia.
Mas cria uma paranóia, uma desconfiança geral...
Sim! Sempre digo que os pilares do meu negócio 'estacionamento' são: bom relacionamento político, confiança na estrutura enxuta e controle operacional. Sobre este último, é muito fácil para o manobrista dar um miguézinho e não registrar um carro, é muito prazeroso para o usuário dar um jeito de não pagar o estacionamento,... É a 'Lei de Gerson', de sempre tentar levar vantagem...
Os gerentes dos bancos têm um carimbo que faz com que clientes que deveriam pagar R$8 paguem apenas R$1. Eles não têm incentivo nenhum para verificar se, de fato, o cliente esteve fazendo alguma operação no banco ou só entrou para receber um carimbo.
O gerente de uma grande empresa de material escolar tem um carimbo que abona o pagamento. Ele não tem incentivo nenhum para não carimbar para qualque mané. Resultado: chegamos a ter mais tickets abonados do que notas fiscais emitidas.
Os clientes de uma grande empresa de assistência médica tem um convênio com 40% de desconto mediante carimbo da recepção da empresa. Alguns dos meus (ex)funcionários fizeram um acordo com a recepcionista e levavam tickets de clientes de outras empresas (e que pagaram o preço cheio) para ser carimbados pela empresa. Os 40% de diferença (entre o que foi cobrado e o que foi lançado no sistema) eram divididos entre eles...
Já mandei funcionário embora e, no mês seguinte, recebi reclamações de 'clientes' que pagavam direto pra ele! Mensalista próprio.
Grande parte da minha vida é evitar (com sistemas, procedimentos, automações,...) essas pilantragens!
É interessante porque desenvolve a criatividade todo dia, porque aprendo microeconomia e a necessidade de incentivos no dia-a-dia.
Mas cria uma paranóia, uma desconfiança geral...
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