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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que li em 2013

A Revolta de Atlas 1 ✰✰✰✰
O 2º livro mais influente nos EUA (só atrás da Bíblia) é muito bom. É uma homenagem ao self-made man. Ayn Rand conta a história de um pequeno grupo de empresários que quer ganhar dinheiro 'fazendo as coisas acontecerem' nos EUA. O pano de fundo é o libertarianismo (deixa rolar!) versus o keynesianismo (mão pesada do governo controlando a economia). Mas dá pra encarar como algo mais simplista: os que querem desatar os nós versus os que querem apertar os nós ainda mais. 
(Não estou reduzindo as citadas escolas econômicas a esses 2 pontos; até porque a visão de Rand é bem parcial e extremamente caricatural). Gostei da primeira parte da trilogia.

O que o dinheiro não compra ✰✰
Gosto muito do autor, Michel Sandel, pelo famoso curso 'Justice - the right thing to do' (disponível online) e respectivo livro sobre o assunto. Mas acho que ele erra a mão um pouco nesse 2º livro. A ideia de reforçar a importância das questões morais no campo político é importantíssima, mas ele exagera.



Quando a maioria pensa da mesma maneira, muito provavelmente estará errada. O livro conta histórias de efeito manada (pro lado errado, claro) e lista uma espécie de 'técnicas' para conseguir se blindar. Opinião pública não é sinônimo de verdade (muito pelo contrário). Foi escrito em 1953. Bem bom!



O Príncipe ✰✰✰
'Os fins justificam os meios' não está escrito ipsis litteris na obra de Maquiavel mas claro que, ao descrever - baseado em sua larga experiência - os modos como os governos (principados) são conquistados e mantidos, ele deixa explícita essa lógica. Mas menos como um conselho ou um pensamento próprio, e mais pela observância de como as coisas são de fato. Também gostei. Completou 500 anos em 2013, como destacou João Pereira Coutinho nessa coluna. 

A mais pura verdade sobre a desonestidade ✰✰✰✰
Sou um fã de Dan Ariely. O 3º livro do economista comportamental de Duke também é muito bom. Com uma série de testes controlados, ele desmonta a tese do 'crime racional' (pela qual, trapacearíamos apenas por um cálculo entre o benefício da trapaça e o custo de ser pego). Ele testa influências mais 'irracionais' - como simples evocação à moralidade, parceria, esgotamento, criatividade, etc. - no efeito (e no montante) da trapaça. Livro muito bom.

Crime e Castigo ✰✰✰✰
Outra obra prima de Dostoievski, com reflexões sobre o acaso, os impulsos, a (auto)mentira, a bagunça entre o 'bem' e o 'mal', o 'certo' e o 'errado' e, principalmente, a angústia (pra se tolerar?) em que vive o protagonista (e, claro, todos nós).




Ser conservador ✰✰✰✰
Um pequeno manifesto do clássico pensador conservador Michael Oakeshott. Excelente.








Status Anxiety ✰✰✰✰✰
Meu primeiro contato com Alain de Botton foi assistindo a essa ótima palestra TED sobre noção de sucesso e meritocracia. Estive presente quando se apresentou em São Paulo, pelo Fronteiras do Pensamento, falando sobre as virtudes da religião, mesmo para ateus (como ele). Depois, a seqüência do The School of Life me pareceu meio embromation. Nesse livro, acho que ele acerta em cheio falando sobre o maior drama da atualidade: a angústia. Discorre sobre 5 causas (falta de amor, expectativas, meritocracia, esnobismo e dependência) e 5 possíveis escapatórias/proteções (filosofia, arte, política, religião e boemia). Fiz uma resenha aqui. 

Human Transit ✰✰✰✰✰
Jarret Walker sintetiza as principais ideias sobre as quais já escreve em humantransit.org. No livro, fala sobre as 7 demandas de um bom transporte público, sobre linhas e loops, paradas e estações, obstáculos e atrasos, tarifas, os trade-offs entre cobertura versus quantidade de passageiros, entre conexões versus complexidade e, principalmente, sobre sua bandeira principal: a necessidade de maior freqüência entre os ônibus/trens. Considero um livro simplesmente necessário para quem quiser discutir (e gerir) transporte público, mobilidade e urbanização.

Foi um imenso prazer conhecer Roger Scruton. O filósofo conservador apresenta 7 falácias utilizadas pelos 'otimistas inescrupulosos' (o eufemismo que ele utiliza para esquerdistas) e algumas conseqüências a partir delas. Resenhei aqui. 'Meu' melhor livro do ano.




Como viver ✰✰✰
Sarah Bakewell faz uma biografia de Montaigne, apresentando as principais ideias do filósofo, com estrutura semelhante à sua principal obra ('Ensaios'), ou seja, pensamentos livres, sem uma organização clara ou pré-definida. Interessante.
(Exatamente hoje, saiu uma resenha no BrainPickings)


Capitalismo de laços ✰✰✰✰
O doutorado do professor Sergio Lazzarini virou um livro no qual ele disseca a estrutura de poder no Brasil, passando pela abertura econômica do Collor, as privatizações de FHC e as aberturas de capital no período Lula. Muda-se tudo para não se mudar nada: o Estado continua sendo o principal player econômico, cercado de 'amigos' cada vez mais próximos. Também considero uma leitura fundamental para discussão econômica aqui no Brasil.

Com uma escrita irreverente (até demais), meio no estilo 'Guia dos Curiosos', o que mais me chamou a atenção no livro (e - confesso - me deixou um tanto desanimado) foi confirmar que a história é contada pelos vencedores ou, pior, que pode ser mudada ao longo do tempo, pela repetição sistemática de algumas mentiras.


O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota ✰✰✰✰
Gostei MUITO dessa seleção de artigos de Olavo de Carvalho, o principal filósofo brasileiro conservador vivo. A esquerda e grande parte dos 'cults' das redes sociais amam odiar Olavo. Mas é inegável seu talento na escrita e argumentação (embora, claro, eu não concorde sempre) e sua capacidade de estimular o conhecimento.


A Rebelião das Massas ✰✰✰✰✰
Ortega y Gasset concluiu o livro em 1930, mas serviria perfeitamente pra analisar as manifestações do ano passado. O conceito de que mais gostei foi sobre o equilíbrio (instável) da nossa sociedade: forças que se acumularam ao longo do tempo e hoje parecem imperceptíveis para uma geração de 'señoritos satisfechos' que acham que o estágio atual de civilização é dado pela natureza e que não exige cuidados constantes. Uma massa mimada que usufrui dos benefícios do mundo atual sem ter que enfrentar sacrifícios para sua conquista. (Aliás, Olavo de Carvalho também fala disso em um texto. Selecionei alguns trechos aqui)

sábado, 29 de dezembro de 2012

O que li em 2012


Em termos de leitura, foi um bom ano pra mim. Li bastante. Aprendi um tanto. Segue minha lista, com link e um mini resumo.


1. Animal Spirits – George Arkelog e Robert Shiller

Na contramão da corrente majoritária ('o homo economicus é totalmente racional'), os dois renomados economistas defendem teses comportamentais, já defendidas por Keynes: a economia é regida por sentimentos de confiança, percepção de justiça, propensão a comportamentos de má fé ou corrupção, ilusão monetária e histórias que rondam o imaginário ('causos'). Ok, a economia comportamental já não é tão 'pequena'...


 

2. Um jogador – Dostoievsky

Com pesar, confesso que ainda não li 'Crime e Castigo', nem 'Irmãos Karamazov', nem 'O Idiota'. Ou seja, foi minha estreia em Dostoievsky. A narrativa é gostosa, mas esperava mais.






Trata-se basicamente de uma 'resposta' - dessa vez 'defendendo o corpo' - a um outro livro do rabino, 'Alma Imoral', que 'defendia a alma'. Novamente os dilemas entre desejo e valores, liberdade e segurança, traição e tradição, evolução e preservação, malícia e hipocrisia. É espetacular. Separei uns trechos aqui.




Mais um ótimo livro de psicologia econômica, sobre nossos vieses. No caso, especificamente o auto-engano: nossas ilusões de atenção, de memória (pra mim, o melhor capítulo), de confiança, de conhecimento, de causa e de potencial. Muito bom!



Meu 3º livro do escritor pop também é bem legalzinho. Ele exagera em alguns pontos (bastante criticado inclusive no Invisible Gorilla) como por exemplo ao afirmar relações causais sem o devido cuidado metodológico (tendo grupos de controle, por exemplo). Mas ok, não deixa de ser interessante. A tese central do livro é a não-linearidade de eventos sociais (venda de livros, fortuna, crimes no metrô...), os pontos de ruptura, assunto bem interessante.
 


A historinha de Antoine que, desiludido e infeliz com o mundo, tenta se matar algumas vezes, mas nem isso consegue. Acaba no mercado financeiro. Interessante.
"De tanto pensar, a consciência sempre tumescente, vivia mal. Ele agora queria ser um pouco inconsciente, bem ignorante das causas, das verdades, da realidade... Estava cansado da acuidade de observação que lhe dava uma imagem cínica das relações humanas. Queria viver; não saber a realidade da vida..."

Um tributo ao acaso, com um apanhado de textos que passa pela Bíblia, por Epíteto, Homero, Shakespeare, Rembrandt, Voltaire, Mark Twain, Albert Camus, Sartre, Borges...
Destaco o 1º parágrafo desse texto de Epíteto.
Difícil de ler, até pelo inglês erudito, mas interessante.


8. 
Justiça – Michael Sandel

O livro sobre o baladado curso, disponibilizado online, de Harvard. O professor-autor-filósofo é muito bom. Faz um resumão, confrontando as noções de moral e justiça ('o que é o certo? o que deve ser feito?') nas visões de Kant, Bentham e os utilitaristas, a teoria do véu da ignorância de Rawls e Aristóteles. A argumentação é tão boa que eu sempre ficava com a sensação de que o autor era 'signatário' do pensamento em questão. Talvez tenha faltado justamente isso: uma oposição a cada um desses pensadores.
Mas essa crítica ao autor também é interessante. Livro top.



Segundo o próprio autor, principal nome do niilismo, o livro se propõe a ser um resumão de sua obra. Nietzche refuta a exaltação dos ‘fracos’ (a moral da décadence) e não se conforma que ninguém perceba isso. Volta às ideias de ‘transmutação dos valores’, ou seja, trocar ‘tudo isso que está aí’, sempre apresentando seu Zaratrusta como o super-homem. Os títulos dos capítulos são impagáveis! (Por que sou tão sábio; Por que escrevo tão bons livros; Por que sou um destino...)
É muito bom. A vida só é possível ‘apesar de’.
 

O autor é conhecido pelos seus bons livros sobre a arte da psicoterapia. Nesse, ele vai fazendo um paralelo entre o trabalho cotidiano de um terapeuta com câncer e a vida e obra de Arthur Schopenhauer. Uma ótima introdução a uma das principais influências para o pensamento de Nietzche e de Freud. Gostei muito.


Resenhei aqui. Três intelectuais justificam suas preferências pelas ideias conservadoras.
Gostei bastante do texto de João Pereira Coutinho e, sabendo ponderar, costumo gostar bastante do Ponde. Acho que o Rosenfield não foi bem. A introdução, de Marcelo Consentino, é também muito boa.
Até pela grande quantidade de citações e bibliografia, trata-se de uma excelente referência para quem quiser estudar (entender, criticar, sei lá) as ideais direitistas.



Sem dúvida meu livro mais difícil do ano. A escrita de um dos primeiros pensadores existencialistas, raríssimo caso que se manteve cristão, não é nem um pouco fácil. Com a história de Abraão como pano de fundo, o autor discorre sobre sua noção de fé. Tentei resenhar aqui.


13.O estrangeiro – Albert Camus

O autor foi amigo de Sartre até romperem por questões políticas do pós-guerra. O texto de Camus é considerado misantropo, ou seja, com uma eterna desconfiança na humanidade. A principal fala do protagonista do enredo em questão, recém órfão e preso por um crime bobo, é ‘Tanto faz...’.
Espetacular livro que conta a história dos estacionamentos, desde a transição de carroças para carros, das ruas para ‘estalagens’. Sobretudo, tenta inserir a questão do estacionamento (que chega a ocupar 30%~40% da área urbana) como um fator mais importante na definição da ‘cidade que queremos’, do ponto de vista funcional e, principalmente, arquitetônico. A passagem sobre os usos alternativos da área de estacionamentos (em horários de subutilização) – como quadras, teatros, feiras, brechós, templos – é muito interessante.


Uma ode à cidade. O renomado economista defende os centros urbanos, principalmente pela sinergia e troca de ideias que geram inovações e evolução. Cada capítulo trata de um assunto, via de regra usando uma cidade como exemplo (ou contra exemplo). Dá uma bela cutucada nos ambientalistas, defendendo as cidades verticais ao invés de expansões territoriais. O argumento é: ‘Cada estudo só avalia o impacto do projeto se ele for aprovado, e não o impacto de ele ser negado e a construção começar em outro lugar’.
Dei uma pincelada sobre um dos assuntos aqui.
O livro já é considerado pré-requisito para se estudar urbanismo. Muito bom.



Concordo: é fácil não gostar do Pondé. Se esse for seu caso, nem chegue perto do livro. Na minha opinião, o cara peca pelo exagero, por ser agressivo ou arrogante demais; mas a mensagem geralmente é muito boa. De filosofia mesmo, tem muito pouco. Nesse livro, que ele mesmo chama se ‘ensaio de ironia’, Pondé bate em quase tudo: preconceitos, opinião pública, felicidade, mulheres, universidades, religião, música,... O politicamente correto é a origem da maioria dos males do nosso tempo.
Gostei bastante do livro (talvez porque concorde com quase tudo).

terça-feira, 16 de março de 2010

Eufemismos

O filho dos outros é triste.
O nosso está deprimido.

O filho dos outros é mal educado.
O nosso é genioso.

O filho dos outros é louco.
O nosso é bipolar. Ou 'moody'.

O filho dos outros é maria-vai-com-as-outras.
O nosso é flexível, adaptativo.

O filho dos outros é burro.
O nosso tem déficit de atenção.

O filho dos outros é um pentelho.
O nosso é hiperativo.

O filho dos outros tem caganeira.
O nosso tem virose.

O filho dos outros teve sorte.
O nosso é uma estrela.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Top 10 - Confrontos

Continuando a série de listas da (nossa) década, chegou a hora dos confrontos (a do Ronalt já está lá). A de filmes, já discuti aqui. O Ronalt e o PJ também fizeram suas listas de músicas, respectivamente, aqui e aqui. Agora, confrontos.
Sim, eu sei. O conceito é polêmico, ambíguo. Tudo bem! Cada um pode ter o seu critério: importância histórica, imprevisibilidade do resultado, tensão,... Não sei se eu consigo enunciar o meu critério; provavelmente seria só a racionalização dos 10 confrontos que vieram à minha mente... Priorizei futebol e tênis, por motivos óbvios. Coloquei um de volei e um de futebol americano. Lá vão:

1. SÃO PAULO 1 X 0 LIVERPOOL, 18/12/2005: São Paulo tri mundial, na melhor partida de um goleiro da história (depois daquela falta do Gerard, nenhuma outra bola pode ser considerada 'indefensável'), impedimentos milimetricamente bem marcados e Chuck 'Mineiro' Norris...

2. BRASIL 2 X 0 ALEMANHA, 30/06/2002: Brasil penta mundial, com o Gordo metendo 2 golaços, na recuperação física mais incrível que já pudemos presenciar. A narração do Silvério no segundo gol arrepia até hoje.

3. NADAL 3 X 2 FEDERER, WIMBLEDON, 07/07/2008: Num dia difícil da minha vida, o melhor jogador de tênis da história perdeu na grama para o espanhol pela primeira vez, em um jogo que durou o dia inteiro...

4. FEDERER 3 X 1 RODDICK, WIMBLEDON, 06/07/2009: O melhor do mundo ratifica seu domínio, conquistando o 15º Grand Slam.

5. BRASIL 2 X 3 RÚSSIA, 26/08/2004: a seleção feminina do Brasil ganhava o 4º quarto por 24 a 19 e permitiu a virada, sendo tachada de 'amarelona' até os Jogos Olímpicos seguintes.

6. FRANÇA 1 X 0 BRASIL, 01/07/2006: na casa dos Pascales, confirmávamos a patética atuação do Brasil e seus baladeiros. O Roberto Carlos será para sempre lembrado por aquela 'arrumada de meia'.

7. GRÊMIO 1 X 1 CORINTHIANS, 02/12/2007: a 2ª comemoração de título do ano. A queda do time da Marginal me causou tanta felicidade quanto o título do meu São Paulo, algumas rodadas antes.

8. VITÓRIA 4 X 3 PALMEIRAS, 17/11/2002: Ah, Palmeiras... O ex-time grande de São Paulo também conheceu a Segundona...

9. NÁUTICO 0 X 1 GRÊMIO, 26/11/2005: na Batalha dos Aflitos, o Grêmio, com vários a menos, se safou de um penalti e ainda fez um gol no contra-ataque, conseguindo a volta à primeira divisão.

10. NEW ENGLAND PATRIOTS 14 X 17 NEW YORK GIANTS, 02/03/2008: Foi o jogo que me levou a admirar futebol americano também. O Patriots, favorito, poderia ser campeão invicto; ainda mais com um touchdown a poucos minutos do final. Mas numa campanha rápida e uma recepção com auxílio do próprio capacete, o Giants conseguiu a virada no último lance.

Foi triste deixar de fora: Liverpool 3 x 3 Milan, Brasil 3 x 2 Sérvia (no tie break mais demorado da história), Fluminense 3 x 1 São Paulo,...
Sem contar Poli 5 x 3 Porcada (2000), Poli 1 x 0 Porcada (2001), Poli 3 x 2 FEA (2005), Poli 9 x 3 Mackenzie (2000), USP 0 x 0 Ulbra (2001), Poli 3 x 2 EEFEUSP (2000)... Mas aí, é só pro meu mundinho...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Top 10 - Filmes

Como disse no post anterior, um grupo de amigos fez listas de melhores dos anos 00’s (2000 – 2009) em várias categorias. Começamos com filmes.
Segue a minha:

1.TROPA DE ELITE – 2007
Um filme que mudou o jeito do Brasil falar. É impressionante a quantidade de gírias e jargões que ficaram após o filme. E o pessoal do banco que o diga. Eu fiquei (mais) insuportável a partir do momento em que vi o filme. É possível passar semanas falando apenas na língua do BOPE. Para agravar, foi a música-tema do Reveillon e os vizinhos da casa de Paúba não devem ter gostado nada.
O que eu mais gosto no filme é o tapa na cara dos vermelhinhos-maconhinha – os ‘comunistas de AMEX’. O filme escancara: o lado da demanda também é culpado pelo tráfico.
Caveira, meu capitão!!



2.UMA MENTE BRILHANTE – A Beautiful Mind, 2001
Vi esse filme sem legenda no meu Summer Job em Wisconsin. Foi uma época difícil. Tinha ido viajar com minha namorada e terminamos por lá. Foi difícil porque eu não tinha uma ‘estrutura social’ para me apoiar.
O filme conta a história de John Nash, ‘criador’ da Teoria dos Jogos, um dos conceitos de economia mais útil no dia-a-dia, aplicável até no ‘approach’ a uma mulher. ;)
Para os ultra-racionais que aos poucos vão cedendo ao emocional, o discurso final é espetacular:



3.UMA LIÇÃO DE AMOR – I am Sam, 2001
All we need is love. Uma história espetacular de um pai com deficiência mental lutando pela custódia de sua filha. A conversa dos dois no quarto, quando a criança finge não saber ler para não 'ultrapassar' o pai intelectualmente, é uma das cenas mais marcantes do cinema para mim.



4.À PROCURA DA FELICIDADE - The Pursuit of Happyness, 2006
Vi esse filme com minha namorada na época, com a Ludy e com o Soneca. Você entra sabendo que é uma história real, ou seja, sabe que no final tudo acaba bem. Mas o filme vai passando e só desgraça acontece. 1h20 e só desgraça. 1h30 e só desgraça. 1h50 de filme e só desgraça. 1h55 e só desgraça. Aí, aos 49' do segundo tempo, tudo fica bem. A Ludy chorava de pingar... Ouvi críticas dizendo que é muito corporativo, isto é, enfatiza que o sonho e a vida perfeita de um americano é conseguir emprego numa grande empresa. Mas não deixa de ser um filme muito bonito e emocionante. Will Smith está brilhante.



5.OS OUTROS – The others, 2001
A crítica que se faz a esse filme é a de ter uma idéia muito parecida com a de Sexto Sentido, de 2 anos antes. Como eu não sabia, fiquei muito envolvido e o final me surpreendeu. Vi na casa de uma ex-namorada, que tinha perdido uma avó alguns meses antes. A lição que tirei foi: devemos ter mais medo dos vivos do que dos mortos.



6.VICKY CRISTINA BARCELONA, 2008
Vi o filme com uma amiga na época (e namorada alguns meses depois).
Era um momento difícil, pós término de outro namoro, e que me abriu um pouco a cabeça sobre o tal rompimento.
É um filme com todo tipo de relação sexual/amorosa e eu consegui me identificar com praticamente todos os personagens em pelo menos algum momento do filme. haha. É um balde de água fria em 'apaixonados'...
O que me marca no filme é a angústia: todos os personagens passam por algum conflito de relacionamento e acabam o filme do mesmo modo como começaram, como se estivéssemos condenados a enfrentar crises sem evoluir...



7.AMNESIA – Memento, 2000
Vi o filme com um pessoal da atlética da Poli, quando eu começava a me ‘enturmar’... A ordem não cronológica bagunçou minha cabeça. Saí com vontade de comprar o DVD urgente para ver a montagem na ordem cronológica.



8.GLADIADOR – Gladiator, 2000
Esse filme me faz lembrar os amigos da Poli da turma 2000 e nossas freqüentes viagens, especialmente para Micolândia, o sítio do Mico em Itu. Estreamos o home theater com esse filme. Era novidade para nós. A chuva do filme era muito real. Quando o pessoal gritava ‘Kill Kill Kill’, parecia que estávamos no próprio Coliseu. Além disso, os laços de família são muito marcantes; a cena da esposa e da filha, estupradas, penduradas e mortas, é muito forte.



9.SHREK 2, 2001
Vi com uma ex-namorada e um priminho de Minas visitando São Paulo. Pena que o filme definitivamente não é para crianças. Hehe. A quantidade de tiradas com outros filmes é impressionante. Adorei. Ah, e também tinha um dilema muito bom: Bussunda como Shrek ou Eddie Murphy como burro. Acabei vendo dublado e legendado. A trilha sonora também é espetacular. E outra cena que ficou para sempre é a ‘carinha do gato de botas’.



10.ONZE HOMENS E UM SEGREDO – Ocean’s Eleven, 2001 (DOIS MIL E UM DE NOVO!!!)
Não sou fã de filme muito mentirinha. Mas a imaginação para o tal golpe foi espetacular. O cara estava inspirado. O elenco é especial. Acho que já vi umas 7 vezes... haha



E confesso que foi muito triste deixar de fora (nessa ordem): ‘Antes de partir’, ‘Bastardos inglórios’, ‘Obrigado por fumar’, ‘Os infiltrados’, ‘Crash’, ‘Sete vidas’, ‘Quem quer ser um milionário’...
Gostei desse post!! Se incentivar alguém a assitir a algum desses filmes (que, por erro, ainda não tenha visto), já vai ter valido a pena...
Mais listas virão...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os melhores da década

Inspirado pelo final do ano, meu amigo Ronalt teve uma ideia muito legal - logo acompanhada por outros amigos - de listar os 10 melhores da década em algumas categorias.
Sim, sabemos que oficialmente as décadas começam no ano '1' e terminam no ano '0', mas pedimos uma licença poética e vamos fazer o 'Top 10' dos anos 00's, ou seja, de 2000 a 2009. Ao longo de dezembro, vamos soltando as listas: as consolidadas no blog do Ronalt e as individuais em cada blog (PJ, Balu, Bola,..., entre outros).
Começamos pela lista de filmes. O critério é completamente subjetivo. Nossos experts Carol, Gui e PJ devem ter analisado puramente o filme: elenco, atuações, enredo, diretor, trilha sonora... O Ronalt pensou da seguinte forma: 'Do que vou lembrar daqui a 10~15 anos?'. Teve gente que fez cotas: um desenho, um brasileiro, um argentino, um europeu, um mela-cueca...
A minha tentativa de critério foi a situação em que vi o filme: companhia, local, momento,... Vou comentar cada um.
Enfim, acho que ficou muito legal! A lista de filmes com a pontuação consolidada já está lá no Ronalt. Amanhã solto meu post com minha lista, alguns trailers e comentários.
É divertido!