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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Trechos selecionados de 'Home Game - An accidental guide to fatherhood'

Trechos selecionados de Home Game - An accidental guide to fatherhood, de Michael Lewis.


My father took it almost as a matter of principle that most problems, if ignored, simply went away.

Memory loss is the key to human reproduction.

One of the many things I dislike about being a grown-up is the compulsion to have a purpose in life.

New parents are not rational; they worry about all sorts of things that it makes no sense to worry about. [When was the last time you saw a full-grown adult crawling around the streets on all fours?]

At some point in the last few decades, the American male sat down at the negotiating table with the American female and - let us be frank - got fleeced.

corollary to the rule about the fool at the poker table, that if you don't know who your wife is pissed off at, it's you.

The fact, as opposed to the theory, of life with a small child is an amoral system of bribes and blackmails. You do this for me, you get that. You don't do this, you don't get that.

that official statistics dramatically overstated the incidence of sudden infant death (...) because most of then were probably murder.

Maternal love may be instinctive, but paternal love is learned behavior.
A month after she was born, I would have felt only an obligatory sadness if she had been rolled over by a truck. Six months or so later, I'd thrown myself in front of the truck to save her.

1. Maternal propaganda. 2. Gift for mimicry. 3. Tendency to improve with age.

All the little things that you must do for a helpless creature to keep it alive cause you to love it.

The first rule of fatherhood is that if you don't see what the problem is, you are the problem.

The origin of vanity is not the desire to be admired by others but the need to be in charge. The other things just follows from it.

On of the many things about fatherhood is how it has perverted my attitude toward risk.
(neurotic, money, help other, flying, death)

It's astonishing how much trouble we take to prevent our children from seeing the world as it is.

Never underestimate your own insignificance.

For the whole of Stage1, a father performs no task more onerous than seeming busy when he isn't. In Stage2, he becomes, in a heartbeat, chauffeur, cook, nurse, gofer, personal shopper, Mr Fixit, sole provider and single parent.

The current wisdom holds that if you seem to be not all that interested in your new child the first time the older ones come to see him, you might lessen their suspection that he's come to pick their pockets.

A family is like a stereo system: a stereo system is only as good as its weakest component, and a family is only as happy as its unhappiest member.

"Do you know the data on siblings across species?" "Half the time they kill each other".

What you know is less important than who you know.

The problem with lucking out with your children is that your children don't appreciate their luck - and the lucky feeling is more than a half of the pleasure.

Like dreams, these fatherhood moments are easily forgotten and no doubt also a lot more interesting to the teller than to anyone else. But when they're forgotten, their lessons, such as they are, are lost. The vacuum winds up being filled by 'experts' on child rearing.

The final rule of fatherhood: if you're not bothered by it, or disturbed by it, or messed up from it, you're probably doing something wrong that will mess up your kids. You're probably doing something wrong anyway, but it's okay.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Administrando grandes cidades


Tive o prazer de assistir ao seminário organizado pelo Insper, Harvard e Columbia (através dos respectivos escritórios no Brasil) sobre a Administração de Mega Cidades, com ênfase em São Paulo.

Além de 2 palestras com visões mais macro (do economista Edward Glaeser e do prefeito Fernando Haddad), o seminário foi composto por 4 mesas (1 palestrante + 2 comentaristas) com os temas: educação, trânsito, segurança/violência e visão estratégica.

Gostei BASTANTE. Com uma única exceção, as palestras e debates foram muito bons. Já falei sobre Ed Glaeser aqui: é o defensor entusiasta da vitalidade das cidades, das suas microrrelações diárias e do ganho exponencial com a proximidade do conhecimento.

Mas quero falar de 2 temas específicos: política e trânsito.

Politicamente, é triste constatar que a única palestra RUIM foi a do prefeito. Falou um monte de obviedades zagallianas (“Defesa, vamos defender!!”; “Atacantes, vamos fazer gols!”; “Precisamos melhorar a mobilidade e aumentar a segurança!!”). O pior é não identificar início, meio e fim nos argumentos. Se me perguntarem sobre o que ele falou, juro que não sei responder. Por outro lado (e para não dizerem que essa minha opinião sobre Haddad é completamente enviesada), duas das palestras mais interessantes foram de pessoas-chave na administração petista: Ciro Biderman, da SPTrans, e Fernando de Mello Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano (acho que foi o 1º nome que Haddad anunciou; pertence ao “núcleo duro” do prefeito). Ambos mostraram-se preparados para as respectivas funções. Embora haja bastante coisa que continua da administração anterior (do neo-aliado Kassab), parece existir um clima de “transição”, de “nova fase”. Tenho um pouco de receio quando ouço petista falando assim (vão achar que SP surgiu em 2013 como fazem com o Brasil 2002?), mas não deixa de ser saudável que a cidade de São Paulo seja repensada, desde política de uso de solo, mobilidade, etc.

(Provocação barata: primeira vez que vejo uma “autoridade” petista participando de um debate gringo sem precisa de head phones pra tradução... Ponto positivo para Fernando de Mello Franco. Hehe)

Sobre a questão de trânsito, vou me estender um pouco mais. Ciro Biderman, professor da FGV, agora na SPTrans, fez sua palestra defendendo a construção/incentivo de BRT (bus rapid transit) em contraposição ao metrô (e variações como o monotrilho) - menos flexíveis, mais caros - e principalmente em relação ao uso do veículo particular.
Apenas lembrando, grosso modo (beeem grosso modo), o BRT é um meio termo entre os corredores de ônibus e o metrô. Ou seja: ônibus maiores de superfície (nas ruas mesmo, como os articulados que já existem), em vias totalmente separadas, com vias para ultrapassagem, com diferenciação de linha expressa e linha “paradora”, com embarque/desembarque em nível (ou seja, sem precisar descer/subir escada para acessar o ônibus; esses 2 segundos de escadas são muito relevantes no acumulado do dia), bilhetagem externa (não existe cobrador dentro do ônibus; a cobrança é feita no ponto/plataforma), entre outras características. Trata-se de um modelo de transporte de alta capacidade, mais barato e mais resiliente (mais fácil adaptar a novos trajetos, situação impossível para uma linha de metrô, por exemplo).

Pra melhorar, o palestrante ainda citou a redefinição das rotas de ônibus para abordagens mais “pendulares”, isto é, não radiais, ligando perifeira a perifeira, sem passar pelo centro.

Em suma, muito perto do que eu imagino pra São Paulo (Talvez tenham percebido pelo modo como escrevi. hehe). (Faltou só citar um redesenho de rotas para facilitar/incentivar comutações, como falei aqui...). Ou seja, gostei bastante!
Vai ser muito difícil pra mim, mas se implementarem esse modelo de fato, vou ter que dar a mão à palmatória e parabenizar a gestão petista (ousando dizer que é o ato mais importante a ser feito em SP, considerando TODAS as secretarias...).

José Luiz Portella, de quem gosto, ex secretário de Transportes do Estado, mais ligado aos tucanos, foi um dos comentaristas. E fez observações pertinentes. Disse que não precisa haver essa “competição de modais”, no sentido de que todos são importantes e precisam ser ampliados (isto é, não precisamos achar que um deles – no caso do Ciro, o BRT – é a solução de todos os males) e colocou sérias restrições à implementação do BRT em São Paulo. Por exemplo, lugares cruciais seriam a Santo Amaro e a Francisco Morato/Rebouças mas não é nada trivial aumentar a largura dessas vias com desapropriação. Ou seja, talvez pela mais larga experiência no setor público, jogou água no chopp do Ciro ao dizer que não é tão fácil assim... De todo modo, conversei em off com o Ciro depois da palestra e aprofundei essa questão. O cara me pareceu meio doidão mesmo; parece que, por ele, sairia hoje mesmo tocando o pau com BRT nessas avenidas, seja com túneis, elevados ou mesmo desapropriação. No fundo até achei bom. Ele, como responsável pela SPTrans, tem que querer isso mesmo. Se for doideira (financeira ou politicamente), alguém (da Secretaria de Finanças, por exemplo) que freie o projeto.

Outro ponto que achei relevante nessa mesa foi o trabalho acadêmico do outro comentarista, aluno do Insper, no qual chega à conclusão de que, uma vez tendo ido para o transporte individual (carro próprio) haverá pouca migração de retorno ao transporte público. Ou seja, ele acha que o BRT pode ser útil ao dar mais conforto e agilidade pra quem JÁ usa o transporte público, mas que não deve conseguir convencer usuários de veículos próprios a começarem a usar o novo modal. Tenho minhas dúvidas; menos pela questão financeira e mais pela questão de perda de tempo mesmo.

Todos concordaram que deve haver desincentivo à utilização de veículos próprios, seja pela redução de vias de fato (para dar mais espaço a ônibus; Portella citou o plano de metas de Paris de reduzir 30km de vias por ano), seja pela introdução do pedágio urbano. Engraçado(/Triste) ver pessoas próximas a prefeitos e governadores acharem que o pedágio urbano será benéfico, mas não conseguirem convencer os respectivos chefes executivos (sempre com o contrargumento de custo político).

Por fim – e do ponto de vista prático, o mais importante pra mim ;) – a questão do estacionamento finalmente entrou na pauta. A necessidade legal de construção de um número mínimo de vagas associadas aos prédios, a quase gratuidade do estacionamento em vias públicas e, principalmente, a “restrição a estacionamentos” foram citados. Conceitualmente, eu concordo com quase tudo (mesmo com essa questão de “restringir”, que, em tese, seria ruim pro meu negócio), mas tudo depende da forma como é feito. Ciro Biderman é enfático na questão da restrição via “taxação”. Fui questioná-lo por que desse modo e não, simplesmente, reduzindo a oferta (diminuindo a quantidade de vagas). E ele não fez cerimônia: “Melhor o dinheiro vir para o governo do que virar lucro das operadoras”. Hehe. A conversa não foi muito mais longe...

Se, por um lado, fiquei satisfeito ao perceber que tem gente no governo municipal que pensa parecido com o que eu penso (do ponto de vista prático), por outro, desanimei ao relembrar que um detalhe ideológico pode fazer bastante diferença.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Xinguem os números. Ou: cuidado, vó!


No debate pra eleição de governador em São Paulo em 2010, um dos candidatos (acho que o ex-neo-queridinho Russomano) perguntou pro candidato Alckmin sobre as propostas para combater a violência em São Paulo e terminou com algo como 'Mas não me venha com estatísticas, não...'.

Dei risada.
Talvez seja verdade que, em alguns casos, 'estatística seja a arte de fazer os números confessarem'.
Madre Teresa dizia que, se ela fosse olhar as desgraças de todo o mundo, não ajudaria o próximo, ao lado. E, se não ajudasse a pessoa ao lado, o mundo não melhoraria. Isso é válido para igrejas, psicólogos, assistentes sociais. Minha esposa trabalha na Brasilândia, um dos locais mais afetados nesses meses. O bicho pegou e eu ficava tenso. Mas era uma questão muito mais qualitativa do que quantitativa.

Com relação ao Estado, não há outro modo para tomar decisões e medir os resultados, se não pelas estatísticas.

A grande diferença da crise pela qual São Paulo passou é que foi justamente isso: uma crise. Aguda, não crônica. Pontual, não sistemática.
Não deve ser minimizada. A polícia tem que entender os motivos que levaram o PCC a se rebelar novamente. E evitar. Mas a imprensa não tem que ficar na base do achômetro. A entrevista que o Canal Livre da Band fez com um coronel da PM foi muito interessante. O link aqui. Os jornalistas faziam comentários de botequim e o coronel respondia com dados.

Mas vamos aos números.
A OMS estabeleceu uma métrica para definir o que pode ser considerada uma cidade 'violenta': menos de 10 mortes por 100 mil habitantes por ano, a cidade está ok; mais do que 10 por 100 mil habitantes, a cidade passa a ser 'endemicamente' violenta. Para essa métrica, eles consideram os 'crimes violentos letais intencionais (CVLI)': homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

São Paulo teve 10,8 dessas mortes por 100 mil habitantes em 2011. Em 2012, deve subir para algo em torno de 11,5. E, com esse número é, simplesmente, o Estado mais seguro do Brasil.

Muita coisa do que pensei em escrever já estão aqui e aqui.
Um dado interessante é que, mesmo extrapolando esse pior cenário por todo ano, São Paulo ainda é o Estado mais seguro. É dado, não opinião.
Não adianta discutirem comigo ou com a Veja ou com quem quer que seja.
'Ah, mas eu conheço um vizinho do meu tio que foi assassinado'. Sim, são 11 assassinatos por 100 mil habitantes por ano. Não zero. Infelizmente.

Xinguem os números.
Aliás, publico a tabela abaixo, mas consultem vocês mesmos aqui. Página 28, tabela 10. Antes de questionar os dados, lembro que se tratam de publicações do próprio Ministério da Justiça.



'Ah, mas quem diz que os dados são confiáveis? Quem garante que nem toda morte na praia é considerada afogamento, como em Tropa de Elite?' 'Tu é legista, mermão??'.

Bom, compartilho a opinião - e, no fundo, é só isso mesmo, uma opinião, um chute - de que furtos não são mesmo denunciados pela população através de boletim de ocorrência. Mas morte? Sumiço de corpo? Hum... Sei não. E, SE houver, mais provável que seja em Estados menores, mais distantes, com menos gente, não?

Aliás, São Paulo é o único Estado que divulga seus números de segurança mensalmente e abertos por delegacia. Ou seja, se você é um estagiário de jornalismo em um portal qualquer, terá pelo menos um tema garantido por mês! Sempre terá números novos pra você descer a lenha. (No Acre, por exemplo, as últimas estatísticas ainda são de 2009).

E, sobretudo, São Paulo prende. São Paulo tem cerca de 22% da população do Brasil e 41% da população carcerária nacional. Quiseram comparar a ação das UPPs do Rio com a ação da PM na favela Paraisópolis em São Paulo. Não tem NADA a ver. A UPP é tomada de território. É war, futebol americano, Combate da Estrela. Era uma terra do tráfico, que o Estado recuperou. O símbolo é hastear a bandeira da cidade e do país. Em São Paulo, não foi isso. A polícia entrou pra prender. E prendeu mais pessoas do que todas as UPPs somadas. Veja bem: não estou criticando a ação das UPPs no Rio, não. A ação é correta. Mas é um estágio anterior a prender. Lá, os bandidos foram simplesmente espalhados.



'Ah, mas São Paulo ainda não está bom'.
É verdade. Não está e tem muita coisa pra fazer. Mas isso não justifica mentir, não justifica bater nos dados. Pra efeito de comparação, Nova Iorque tem cerca de 7,5 mortes por 100 mil habitantes por ano e Chicago tem 15. Sim, senhores e senhoras, São Paulo é só um pouco mais violenta que Nova Iorque e mais segura que Chicago.

'Ah, mas a sensação não é essa'.
Esse é, de fato, um grande problema. Difícil arrumar, ainda mais quando não olhamos os números.
Vale também lembrar, jogando um pouco de polêmica ou conspiração no ar, que o percentual da 'indústria da insegurança' (seguranças particulares, redes elétricas, monitoramento remoto, blindagem) no PIB não é pequeno (li sobre um estudo do IPEA que estima em 5% do PIB, mas não encontrei o artigo original). Ou seja, há interesses econômicos nisso tudo também.

Dica para os críticos
Se quiserem bater no governo estadual (ou mesmo nos paulistas, a nova moda brasileira), sugiro não tentarem refutar os números. Um caminho pode ser dizer que o governo não tem responsabilidade nenhuma nessa melhora (dos últimos anos). Isso é mais crível. Sério. Os economistas do Freakonomics captaram correlação de décadas atrás para redução da violência atual (no caso de lá, a liberação do aborto). Malcoln Gladwell, em seu Outlier, diz que a violência parece ter algo como 'ciclos endógenos', ou seja, crescem e diminuem sem muitas razões claras, numa espécie de manada irracional. Se quer xingar, vá por esse lado. 'São Paulo melhoraria de qualquer jeito'. Melhor que bater nos números.

Finalizando
No mês passado, quando liguei para mandar um beijo pra minha avó, que mora no interior de Minas, ela ficou uns 5 minutos falando pr'eu tomar cuidado na rua, que a cidade era um caos e tudo mais. Coitada. É o que aparece na TV. Na cidade dela, nos últimos 12 meses, devem ter tido umas 2 mortes. São cerca de 2.500 habitantes, ou seja, uma taxa de 80 por 100 mil habitantes por ano. Pensei em fazer toda essa argumentação com ela pelo telefone. Mas não sei se seria uma boa. Fica aqui minha resposta: cuidado vó! A probabilidade da senhora morrer assassinada aí é 8 vezes maior do que eu aqui...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011



"A Natureza (ou Deus) nos deu as emoções para um fim. O homem clássico não escondia raiva, desprezo, frustração, tristeza, amor, admiração, medo... Quando começamos a reprimir e escondê-las?" - Taleb

O legal do período do Natal/Ano Novo é que todo mundo fica gente boa... hehe. Em essência, voltamos àquilo que nunca deveríamos ter deixado de ser.

Desejar que todo dia seja como a passagem de 31/dez para 1º/jan - cheio de renovações e boas intenções - é utopia. Mas que, pelo menos, consigamos "sair da caixa" com mais frequência...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade

Às vezes, tenho receio de falar sobre religião porque temos na cabeça aquele estereótipo de um chato que fica pregando sem ser bem quisto. Acho que não é o caso.
Quero deixar registrado meus 'parabéns' para a Igreja Católica por mais uma Campanha da Fraternidade bem adaptada ao nosso tempo. Depois de defender a vida em 2008 ('Escolhe, pois, a vida'), trazendo à tona e reforçando a posição da Igreja sobre aborto, de discutir a segurança pública em 2009 ('A paz é fruto da justiça'), agora a Igreja convida a refletir sobre a economia ('Você não pode servir a Deus e ao dinheiro').
Talvez o mais interessante nessa minha congratulação é o fato de que, embora muito católico, eu não concorde 100% com a posição da Igreja nesses pontos polêmicos.
Quero dizer:
1) tenho muitas dúvidas quanto ao aborto, tendendo a aceitá-lo, coisa inimaginável para Igreja.
2) sou muito capitalista e meritocrata e a posição da Igreja quando chama a refletir a economia é puxada para esquerda, para uma 'economia mais solidária'.
MAS, independentemente da posição da Igreja, acho louvável que ela chame à reflexão esses temas polêmicos e concretos ao invés de ficar vagando sobre temas antigos e abstratos.
Outro ponto legal desse ano é que Campanha se tornou ecumênica, com a participação de várias igrejas cristãs.
Achei bem legal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A mesma praça, o mesmo banco...

Gostei muito de um texto do meu amigo Balu, meio irônico sobre a mesmice da virada de ano, relembrando Drummond que classifica como ‘gênio’ o cara que resolveu fatiar o tempo, dar o nome de ‘anos’ e, assim, introduzir a esperança no mundo. Uma única semana, física e cronologicamente igual a todas as outras, mas que nos faz lembrar todos os acertos e erros do ano inteiro.
Talvez por isso, parece que começamos todos mais devagar, meio que com medo de errar, de brigar, de se arrepender... Mas, aí vem o tempo e bastam duas segundas-feiras para colocar tudo no trilho novamente...
Enfim, Carnaval, Copa e Eleições. O ano acabou: hora de refletir de novo.
Feliz 2011!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Confesso que tinha planejado escrever mais posts nesse final de ano. Foi um ano muito especial para mim e queria fazer um fechamento escrito legal. Talvez tenha faltado inspiração (não gosto de reclamar de falta de tempo...) em meio a tantas mensagens - bonitas, batidas, chatas, longas, tocantes... - que recebemos.
Volto logo na primeira semana de 2010.
Um ano com muita sorte para todos nós!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Top 10 - Filmes

Como disse no post anterior, um grupo de amigos fez listas de melhores dos anos 00’s (2000 – 2009) em várias categorias. Começamos com filmes.
Segue a minha:

1.TROPA DE ELITE – 2007
Um filme que mudou o jeito do Brasil falar. É impressionante a quantidade de gírias e jargões que ficaram após o filme. E o pessoal do banco que o diga. Eu fiquei (mais) insuportável a partir do momento em que vi o filme. É possível passar semanas falando apenas na língua do BOPE. Para agravar, foi a música-tema do Reveillon e os vizinhos da casa de Paúba não devem ter gostado nada.
O que eu mais gosto no filme é o tapa na cara dos vermelhinhos-maconhinha – os ‘comunistas de AMEX’. O filme escancara: o lado da demanda também é culpado pelo tráfico.
Caveira, meu capitão!!



2.UMA MENTE BRILHANTE – A Beautiful Mind, 2001
Vi esse filme sem legenda no meu Summer Job em Wisconsin. Foi uma época difícil. Tinha ido viajar com minha namorada e terminamos por lá. Foi difícil porque eu não tinha uma ‘estrutura social’ para me apoiar.
O filme conta a história de John Nash, ‘criador’ da Teoria dos Jogos, um dos conceitos de economia mais útil no dia-a-dia, aplicável até no ‘approach’ a uma mulher. ;)
Para os ultra-racionais que aos poucos vão cedendo ao emocional, o discurso final é espetacular:



3.UMA LIÇÃO DE AMOR – I am Sam, 2001
All we need is love. Uma história espetacular de um pai com deficiência mental lutando pela custódia de sua filha. A conversa dos dois no quarto, quando a criança finge não saber ler para não 'ultrapassar' o pai intelectualmente, é uma das cenas mais marcantes do cinema para mim.



4.À PROCURA DA FELICIDADE - The Pursuit of Happyness, 2006
Vi esse filme com minha namorada na época, com a Ludy e com o Soneca. Você entra sabendo que é uma história real, ou seja, sabe que no final tudo acaba bem. Mas o filme vai passando e só desgraça acontece. 1h20 e só desgraça. 1h30 e só desgraça. 1h50 de filme e só desgraça. 1h55 e só desgraça. Aí, aos 49' do segundo tempo, tudo fica bem. A Ludy chorava de pingar... Ouvi críticas dizendo que é muito corporativo, isto é, enfatiza que o sonho e a vida perfeita de um americano é conseguir emprego numa grande empresa. Mas não deixa de ser um filme muito bonito e emocionante. Will Smith está brilhante.



5.OS OUTROS – The others, 2001
A crítica que se faz a esse filme é a de ter uma idéia muito parecida com a de Sexto Sentido, de 2 anos antes. Como eu não sabia, fiquei muito envolvido e o final me surpreendeu. Vi na casa de uma ex-namorada, que tinha perdido uma avó alguns meses antes. A lição que tirei foi: devemos ter mais medo dos vivos do que dos mortos.



6.VICKY CRISTINA BARCELONA, 2008
Vi o filme com uma amiga na época (e namorada alguns meses depois).
Era um momento difícil, pós término de outro namoro, e que me abriu um pouco a cabeça sobre o tal rompimento.
É um filme com todo tipo de relação sexual/amorosa e eu consegui me identificar com praticamente todos os personagens em pelo menos algum momento do filme. haha. É um balde de água fria em 'apaixonados'...
O que me marca no filme é a angústia: todos os personagens passam por algum conflito de relacionamento e acabam o filme do mesmo modo como começaram, como se estivéssemos condenados a enfrentar crises sem evoluir...



7.AMNESIA – Memento, 2000
Vi o filme com um pessoal da atlética da Poli, quando eu começava a me ‘enturmar’... A ordem não cronológica bagunçou minha cabeça. Saí com vontade de comprar o DVD urgente para ver a montagem na ordem cronológica.



8.GLADIADOR – Gladiator, 2000
Esse filme me faz lembrar os amigos da Poli da turma 2000 e nossas freqüentes viagens, especialmente para Micolândia, o sítio do Mico em Itu. Estreamos o home theater com esse filme. Era novidade para nós. A chuva do filme era muito real. Quando o pessoal gritava ‘Kill Kill Kill’, parecia que estávamos no próprio Coliseu. Além disso, os laços de família são muito marcantes; a cena da esposa e da filha, estupradas, penduradas e mortas, é muito forte.



9.SHREK 2, 2001
Vi com uma ex-namorada e um priminho de Minas visitando São Paulo. Pena que o filme definitivamente não é para crianças. Hehe. A quantidade de tiradas com outros filmes é impressionante. Adorei. Ah, e também tinha um dilema muito bom: Bussunda como Shrek ou Eddie Murphy como burro. Acabei vendo dublado e legendado. A trilha sonora também é espetacular. E outra cena que ficou para sempre é a ‘carinha do gato de botas’.



10.ONZE HOMENS E UM SEGREDO – Ocean’s Eleven, 2001 (DOIS MIL E UM DE NOVO!!!)
Não sou fã de filme muito mentirinha. Mas a imaginação para o tal golpe foi espetacular. O cara estava inspirado. O elenco é especial. Acho que já vi umas 7 vezes... haha



E confesso que foi muito triste deixar de fora (nessa ordem): ‘Antes de partir’, ‘Bastardos inglórios’, ‘Obrigado por fumar’, ‘Os infiltrados’, ‘Crash’, ‘Sete vidas’, ‘Quem quer ser um milionário’...
Gostei desse post!! Se incentivar alguém a assitir a algum desses filmes (que, por erro, ainda não tenha visto), já vai ter valido a pena...
Mais listas virão...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os melhores da década

Inspirado pelo final do ano, meu amigo Ronalt teve uma ideia muito legal - logo acompanhada por outros amigos - de listar os 10 melhores da década em algumas categorias.
Sim, sabemos que oficialmente as décadas começam no ano '1' e terminam no ano '0', mas pedimos uma licença poética e vamos fazer o 'Top 10' dos anos 00's, ou seja, de 2000 a 2009. Ao longo de dezembro, vamos soltando as listas: as consolidadas no blog do Ronalt e as individuais em cada blog (PJ, Balu, Bola,..., entre outros).
Começamos pela lista de filmes. O critério é completamente subjetivo. Nossos experts Carol, Gui e PJ devem ter analisado puramente o filme: elenco, atuações, enredo, diretor, trilha sonora... O Ronalt pensou da seguinte forma: 'Do que vou lembrar daqui a 10~15 anos?'. Teve gente que fez cotas: um desenho, um brasileiro, um argentino, um europeu, um mela-cueca...
A minha tentativa de critério foi a situação em que vi o filme: companhia, local, momento,... Vou comentar cada um.
Enfim, acho que ficou muito legal! A lista de filmes com a pontuação consolidada já está lá no Ronalt. Amanhã solto meu post com minha lista, alguns trailers e comentários.
É divertido!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Síndrome de Peter Pan

Já fui a DEZ InterUSP's. E, no ano que vem, vou de novo.
Já fui a 7 Engenharíadas e pretendo ir no ano que vem. Gosto muito da festa de matrícula da Poli e da palestra da atlética pros bixos. O Bichusp é beeem legal, ainda hoje. A corrida de rolimã ainda é um programa semestral.
Sexta passada foi dia de Corso (oficiosamente uma 'reunião no cliente na região do Pacaembu'). O Corso existe há algumas décadas marcando o início do Pauli-Poli, competição entre a nossa Poli e a Paulista de Medicina. Trata-se de uma guerra de fruta podre (que seria jogada fora!), originalmente entre 2 caminhões, que acabavam na porcada, medicina da USP, adversária em comum. Nos últimos anos, o 'confronto' tem como local a Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu (em dia de limpeza pública - mais 'consciência social'! haha)
É uma das poucas coisas que tem que ser feitas antes de morrer.
As pessoas se preparam de verdade. Vale tudo como escudo: tampa de lixo, madeirite, placa de trânsito,... Tem muita estratégia como, por exemplo, jogar vagem pro alto para jogar limão embaixo. Esse ano ainda teve batata e beterraba. São muito duros e com uma vida útil elevada (aguenta mais de 10 arremessos...): deveriam ser proibidos pela convenção de Genebra, segundo o PJ.
O Pânico da Rede TV esteve lá e mostrou a reportagem nesse domingo. Não por acaso, foi a pior audiência da história do Fantástico.





Sou uma criança feliz... haha