Tirei essa última semana para mergulhar... Atividade que cansa o corpo e descansa a mente. Gosto muito.
Fiz um dos mais famosos (e bonitos) mergulhos no Brasil: um naufrágio a 60 metros de profundidade. É quase uma operação de 'guerra': sem caipirinha, comidas fortes e pimenta na noite anterior, cama mais cedo, grupo pequeno com 2 instrutores e 2 safety divers, stages com 50% de oxigênio na parada de descompressão,...
Senti minha primeira narcose: uma sensação estranha causada (?) pela pressão do nitrogênio a partir de determinadas profundidades. Comparam a uma sensação de bebedeira, sem dor de cabeça e sem ressaca. Achei a comparação com o gás do riso (usado em dentistas) mais apropriada: 'Is that real life?'...
A sensação é bizarra porque, de fato, parece que perdemos o controle. (Acho que terapeutas iriam à loucura se soubessem o que seus pacientes pensam e sentem nessa hora... hehe)
Toda essa situação 'limítrofe' e tudo correu muito bem, perfeito! Um naufrágio e um mergulho do cacete!!!
Num outro dia, mergulhinho bobo num mar mais mexido, fiquei mareado e deitei num canto do barco. O instrutor (!!!) esqueceu de prender seu cilindro duplo e o equipamento caiu no chão a 2 cm da minha cabeça!! Se eu estivesse deitado 10 cm pro lado, a essa altura, estaria conversando com meus avôs em algum outro lugar...
E ainda tem gente que acha que temos o controle e não somos governados pelo ACASO... hehe
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Personagens
Nessas últimas semanas, reencontrei pessoas que não via há alguns anos.
A conversa com essas pessoas confronta o que éramos com o que nos tornamos. Muitas coisas mudaram; algumas continuam iguaiszinhas...
Também repensei minha relação com algumas pessoas que estão ou se tornaram mais próximas...
E quanto mais você conhece uma pessoa – inclusive a si mesmo – mais percebe a diferença do que ela de fato é com o que ela quer se mostrar... E às vezes, nem a pessoa tem consciência...
Somos todos personagens, caricaturas de si mesmos.
O problema aparece quando a personagem fica mais forte que a pessoa. Ou pior, quando se quer mudar a personagem porque ficou batida ou sei lá o quê... Já era. Você virou a personagem.
O menino é o pai do homem.
A conversa com essas pessoas confronta o que éramos com o que nos tornamos. Muitas coisas mudaram; algumas continuam iguaiszinhas...
Também repensei minha relação com algumas pessoas que estão ou se tornaram mais próximas...
E quanto mais você conhece uma pessoa – inclusive a si mesmo – mais percebe a diferença do que ela de fato é com o que ela quer se mostrar... E às vezes, nem a pessoa tem consciência...
Somos todos personagens, caricaturas de si mesmos.
O problema aparece quando a personagem fica mais forte que a pessoa. Ou pior, quando se quer mudar a personagem porque ficou batida ou sei lá o quê... Já era. Você virou a personagem.
O menino é o pai do homem.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Feliz 2010!
Confesso que tinha planejado escrever mais posts nesse final de ano. Foi um ano muito especial para mim e queria fazer um fechamento escrito legal. Talvez tenha faltado inspiração (não gosto de reclamar de falta de tempo...) em meio a tantas mensagens - bonitas, batidas, chatas, longas, tocantes... - que recebemos.
Volto logo na primeira semana de 2010.
Um ano com muita sorte para todos nós!
Volto logo na primeira semana de 2010.
Um ano com muita sorte para todos nós!
sábado, 15 de agosto de 2009
Vida que vai, vida que vem
Sexta passada, recebi um SMS da minha mãe: "Iupi! Priminha nova no pedaço. Mãe e filha estão bem. Vida que vai, vida que vem". Fiquei tocado. Pelos dois.
Perdi meu avô 3 dias depois.
Maria Clara, priminha querida, seja bem vinda.
Seu Walter, descanse e olhe por nós.
If I Could
Jack Johnson
A brand new baby was born yesterday, just in time
Papa cried, baby cried, said your tears are like mine
I heard some words from a friend on the phone, didn’t sound so good
The doctor gave him two weeks to live
I’d give him more if I could
You know that I would now
If only I could
Down the middle drops one more grain of sand
They say that new life makes losing life easier to understand
Words are kind they help ease the mind, I’ll miss my old friend
And though you’ve got to go we’ll keep a piece of your soul
One goes out, one comes in
You know that I would now
If only I could
Tradução aqui.
Perdi meu avô 3 dias depois.
Maria Clara, priminha querida, seja bem vinda.
Seu Walter, descanse e olhe por nós.
If I Could
Jack Johnson
A brand new baby was born yesterday, just in time
Papa cried, baby cried, said your tears are like mine
I heard some words from a friend on the phone, didn’t sound so good
The doctor gave him two weeks to live
I’d give him more if I could
You know that I would now
If only I could
Down the middle drops one more grain of sand
They say that new life makes losing life easier to understand
Words are kind they help ease the mind, I’ll miss my old friend
And though you’ve got to go we’ll keep a piece of your soul
One goes out, one comes in
You know that I would now
If only I could
Tradução aqui.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ele está chegando
Imagine que você está à beira mar e vê um navio partindo.
Você fica olhando, enquanto ele vai se afastando, e afastando, cada vez mais longe.
Até que, finalmente, parece ser um ponto no horizonte, lá onde o mar e o céu se encontram.
E você diz: - "Pronto, ele se foi".
Foi onde? Foi a um lugar que a sua vista não alcança, só isto!
Ele continua tão grande, bonito e importante como era quando estava perto de você.
A dimensão diminuida está só com você, não nele.
E naquele exato momento em que você está dizendo que ele se foi, há outros olhos vendo-o aproximar-se, e outras vozes exclamando em júbilo: "Ele está chegando".
De José Celso de Azevedo Júnior, amigo do meu pai.
Você fica olhando, enquanto ele vai se afastando, e afastando, cada vez mais longe.
Até que, finalmente, parece ser um ponto no horizonte, lá onde o mar e o céu se encontram.
E você diz: - "Pronto, ele se foi".
Foi onde? Foi a um lugar que a sua vista não alcança, só isto!
Ele continua tão grande, bonito e importante como era quando estava perto de você.
A dimensão diminuida está só com você, não nele.
E naquele exato momento em que você está dizendo que ele se foi, há outros olhos vendo-o aproximar-se, e outras vozes exclamando em júbilo: "Ele está chegando".
De José Celso de Azevedo Júnior, amigo do meu pai.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Triste é não chorar...
(...)
Sim, nós estamos chorando. Mas não de tristeza.
Triste é não chorar. Triste é não ter com quem chorar, por quem chorar, porque chorar. Triste é ter coração duro para não chorar. Não é o nosso caso.
Vó, fique tranquila. Ele não vai te deixar. A diferença agora é que não precisamos mais falar alto na sua orelha direita. Basta fechar os olhos, falar baixinho... Ele estará nos ouvindo.
(...)
É hora de seguir seus ensinamentos: manter a família unida e cuidar dos vivos. É hora de cuidar da vista, do coração, do intestino; é hora de parar de fumar...
Ele continua nos olhando, pronto para nos zangar e nos amar...
Sim, nós estamos chorando. Mas não de tristeza.
Triste é não chorar. Triste é não ter com quem chorar, por quem chorar, porque chorar. Triste é ter coração duro para não chorar. Não é o nosso caso.
Vó, fique tranquila. Ele não vai te deixar. A diferença agora é que não precisamos mais falar alto na sua orelha direita. Basta fechar os olhos, falar baixinho... Ele estará nos ouvindo.
(...)
É hora de seguir seus ensinamentos: manter a família unida e cuidar dos vivos. É hora de cuidar da vista, do coração, do intestino; é hora de parar de fumar...
Ele continua nos olhando, pronto para nos zangar e nos amar...
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