quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O câncer de Lula

Esse blog virou só meu resumão de assuntos que despontam nas discussões de mídias sociais e imprensa. O da vez é o câncer do Lula.

Não entrei na campanha de pedir pro Lula se tratar no SUS (como disse meu amigo Din, a versão trágica da campanha de pedir pra todo filho de político estudar em escola pública). Mas também não acho que foi uma falta de respeito ou humor sujo mandá-lo se tratar na rede pública. Até porque, como muitos defensores do ex-presidente argumentaram, a rede do SUS tem seus defeitos mas salva muita gente...

Acho que o Reinaldo Azevedo mandou bem: o câncer não é ‘merecível’; o câncer não é um juiz. A discussão do caso não deve ser na linha do merecimento ou não de Lula.

E, de fato, não vi pessoas rindo do Lula, desejando sua morte. Meu ódio ao barbudo é sabido e também não quero que ele morra (imaginem a quantidade de pontes, ruas e obras com o nome dele... Afe!). Desejo mesmo que ele se recupere! (Na loja do meu avô, havia um escrito: 'Deus dê vida longa aos meus inimigos para que assistam de pé a minha vitória'. Acho que é um pouco por aí também...)

Tenho convicção que as críticas foram ao populismo barato que ele sempre fez. O vídeo clássico é esse aqui, com uma boa argumentação dos piadistas do KibeLoco.
Se Lula juntou dinheiro para se tratar em 2 dias, num dos melhores hospitais do mundo, que se trate. Mas não deve continuar falando besteira pra quem não tem essa noção, até para não ofender quem tem.

Mas ainda não cheguei ao ponto que considero principal. A politização da questão é natural já que se trata de um ex-presidente popular. Mas a partidarização da questão foi toda feita pelo próprio lado do presidente. Quem ‘aproveitou’ a situação para ter ganhos partidários-eleitorais foi a própria vítima. Em outro exemplo na mesma linha, ainda na campanha presidencial, Gilberto de Carvalho chegou a dizer que o câncer de Dilma traria 'ganhos eleitorais'. Absurdo. Não faz sentido gravar videozinho sobre um país melhor, com voz rouca, logo após uma sessão de quimioterapia.
Essa, sim, foi a piada de mau gosto do caso.

UPDATE: 'The Economist' já fala que a doença do ex-presidente pode dar mais força para seus conselhos.

1 comentários:

  1. Meu professor de redação sempre falava: citações de pessoas relevantes dão credibilidade ao texto he-he-he. Só vi hoje o post! Muito bom como sempre, continue escrevendo!

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