Saibam que essa eleição foi, sem dúvida, o evento sobre o qual mais li, analisei, comentei, busquei informação.
Além da minha assinatura do Estadão, com prazerosos editoriais e textos da Dora Kramer, uma grande referência foi Reinaldo Azevedo. Confesso que, no início, era meio difícil citar o RAzevedo como fonte, dado que ele tem lado explícito: era se colocar como parcial desde o início da conversa. Mas eu também tenho lado, não me proponho a ser imparcial!! E, além do mais, RAzevedo precisa ser respeitado: o cara teve 5 milhões de acessos no mês de outubro (tudo bem que tenho amigo para os quais isso é um dado para NÃO ler, né PJ? Haha. Tudo que vira ‘popular’ não é bom, como o Taleb que encerrou seu Twitter quando alcançou um determinado número de seguidores...)
Quero ainda dizer que não concordo com RAzevedo em muitas coisas: ele é muito mais conservador do que eu em questões religiosas, por exemplo, embora ambos sejamos católicos praticantes. Mas, independentemente disso, respeito-o demais: a argumentação do cara é incrível! É difícil encontrar brechas para contraatacá-lo. Lê-lo me ensina a ler mais e melhor: começo a ser mais crítico com a lógica, com a redação, com a conclusão de raciocínios, inclusive - e talvez principalmente - com os meus próprios textos.
Sabendo dessa parcialidade, fui ler o ‘outro lado’. Nuncaantesnahistóriadessepaís, li tanto Carta Capital, Paulo Henrique Amorim, Nassif, até chegar no Na Prática A Teoria é Outra. (citado pelos petistas como o melhor blog deles...).
Sério: não tem comparação. Fui pesquisar e descobri que o tal do Celso (o escrevinhador) é doutor em sociologia por Oxford. Mas, proponho um desafio: tire a ideologia e peça para ele defender um conceito ‘A’ qualquer e para o RAzevedo defender um conceito ‘B’ qualquer: não tem comparação. Li um texto em que ele comparava Serra e Dilma para justificar o porquê de seu voto na petista: longos parágrafos para falar de bolsas, consumo e emprego. Na hora de comparar questões estruturais e, principalmente, corrupção, ele escreve que não tem por que acreditar que os partidos sejam diferentes. Pensei: ‘Pô, é isso o melhor que eles tem pra apresentar?’...
Volto a falar sobre a imprensa no próximo post.
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